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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Greenpeace faz protesto na praia de Copacabana, no Rio

Ativistas do grupo Greenpeace fizeram um protesto na manhã deste domingo (15), na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Eles cobriram os corpos com uma pasta negra que simula petróleo e percorreram a orla. O gesto representa o perigo real de acidentes envolvendo plataformas de petróleo em águas profundas.
O óleo usado na manifestação foi feito à base de óleo de amêndoa, corante à base de água e amido de milho.
Segundo o coordenador de voluntariado da ONG, Pedro Torres, o objetivo é mostrar que o vazamento de óleo que ocorreu em uma plataforma no Golfo do México pode acontecer em qualquer praia da costa brasileira.
“É fundamental que o Brasil invista em energia renovável. Então que se invista em energia eólica, em energia solar, pequenas centrais hidrelétricas. Todo dinheiro que está sendo investido no pré-sal, poderia estar sendo investido em ciência e tecnologia, e na exploração de novos parques eólicos, parques solares pelo Brasil afora”, disse ele.
A manifestação também aconteceu em Salvador (BA) e Recife (PE).

Fonte: G1

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ministério Público insiste em liminar que pode cancelar leilão de Belo Monte

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região apresentou na quinta-feira (22) um recurso contra a segunda suspensão da liminar que impedia o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A suspensão foi expedida na última terça-feira (20) pelo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Jirair Megueriam, e permitiu que o leilão fosse realizado no mesmo dia pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Se o recurso do Ministério Público Federal (MPF) for aceito, o leilão de Belo Monte pode ser anulado.
Para o Ministério Público, as liminares deveriam ter sido julgadas em caráter de urgência pela Corte do TRF, e não apenas pelo presidente do tribunal. O recurso já foi recebido pelo TRF, mas ainda não há previsão de julgamento dos dois pedidos do Ministério Público. A Corte deve se reunir na próxima quinta-feira (29). Segundo o MPF, a expectativa é de que os dois recursos sejam analisados no mesmo dia.

Fonte: Ambiente Brasil



quarta-feira, 14 de abril de 2010

José Alencar critica diretor de ‘Avatar’ por protesto contra Belo Monte

O vice-presidente José Alencar criticou nesta terça-feira o cineasta James Cameron, diretor de “Avatar”, pelas críticas à construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Cameron participou nesta segunda-feira (12), em Brasília, de protesto contra a usina. “É uma pessoa. Se passar da conta, tem que dar um ‘pito’ nele”, disse José Alencar.
Ele afirmou que a usina hidrelétrica precisa ser construída, por seu porte gigantesco e potencial de geração de energia. Nesta terça, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou o adiamento para sexta-feira (16) do prazo de inscrição para os consórcios interessados em participar do leilão da usina.
Em Brasília, Cameron Brasília disse que “o problema de Belo Monte não é só do Brasil” e que iria pedir apoio de congressistas norte-americanos na luta contra o projeto. “Esta não é uma questão só do Brasil, mas do mundo todo. Vou para Washington para conversar com senadores”, afirmou.
Segundo o cineasta, a usina vai desalojar a população ribeirinha e pode acelerar o aquecimento global. Ele explicou que a construção da hidrelétrica vai provocar a inundação da vegetação nativa e gerar gás metano. “Washington deve ter interesse [em evitar a usina]. É um problema internacional. O reservatório vai provocar o impacto do metano, que é 20 vezes mais danoso do que o gás carbônico”, afirmou.
O diretor também defendeu que os Estados Unidos contribuam com a preservação da floresta Amazônica através de financiamentos para projetos ambientais. “Se evitar o aquecimento global significa preservar a floresta Amazônica, então os Estados Unidos devem contribuir, inclusive financeiramente”.
O diretor de ‘Avatar’ disse esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se convença dos danos que a construção da usina supostamente pode provocar. “Eu o desafio a ser um líder, o líder do século 21”, disse.
O cineasta afirmou ainda que um projeto da magnitude de Belo Monte não pode ser iniciado sem que especialistas ambientais e a população afetada sejam ouvidas. “Não se decide se um projeto é bom ou ruim depois de iniciado o processo”, criticou.
Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defendeu a construção de Belo Monte e disse que a legislação ambiental foi respeitada.

Fonte: G1





sábado, 10 de abril de 2010

Protesto exige censurar filme sobre matança de golfinhos

Dezenas de ativistas de direita protestaram nesta sexta-feira (9) diante de um escritório da Unplugged Inc., distribuidora japonesa do filme ganhador do Oscar “The Cove”.
Eles exigem que o documentário, que mostra a matança de golfinhos em Taiji, Japão, não seja mostrado no país.
O “The Cove” ganhou o Oscar deste ano como o melhor documentário, com seu retrato sobre a pequena vila pesqueira no oeste do Japão.
Os participantes do protesto acusaram a distribuidora de trair o orgulho nacional japonês ao dar apoio ao filme, que eles vêem como insultante à cultura tradicional da vila, da qual a caça aos golfinhos faz parte.
“Traição” – “Traidores! Mercenários! Envergonhem-se!”, gritava Shuhei Nishimura, que liderou o protesto desta sexta-feira, do lado de fora do escritório da empresa, nos subúrbios de Tóquio.
Ele exigiu um encontro com o presidente da companhia, enquanto cerca de 30 protestantes seguravam cartazes com os escritos “Não à exibição do filme anti-japonês ‘The Cove’. Também convocavam os japoneses a “se enfurecer”.
Nishimura entregou uma declaração a um funcionário da distribuidora, que recusou comentar ou ser identificado. O presidente da Unplugged, Takeshi Kato, não apareceu.
“Vamos barrar a distribuição do filme e proteger este país”, disse Nishimura. “Se o Japão não proteger a vida, o espírito e o orgulho de seu povo, vamos fazê-lo nós mesmos.”
O filme ainda não foi liberado no Japão, mas a previsão é que comece a ser exibido no país em junho, em de 20 a 30 cinemas.
Quando o filme foi exibido no Festival de Cinema Internacional de Tóquio em outubro, houve múltiplas recepções. De todo modo, a Unplugged havia dito que planejava apagar os rostos dos caçadores japoneses em Taiji para proteger sua privacidade.
A equipe do filme invadiu uma área restrita para filmar o massacre de golfinhos.
O documentário, dirigido por Louie Psihoyos, segue a influência de Ric O’Barry, treinador da série de TV “Flipper”, dos anos de 1960. Este diz ter se tornado um ativista devido ao suicídio de um golfinho sob sua responsabilidade.
Vilarejo – Taiji, um vilarejo de 3.500 pessoas, caça golfinhos e baleias desde os anos de 1.600. Ela chama a si mesma de “Cidade das Baleias”, e tem um grande par de estátuas de baleias em sua estrada principal. “The Cove” se refere à Taiji e sua caça de golfinhos como “uma pequena cidade com um grande segredo”.
A maioria dos japoneses não come carne de golfinho. Seu consumo é limitado a um conjunto de vilas pescadoras onde o animal é caçado.
O governo do Japão permite que cerca de 19.000 golfinhos sejam mortos a cada ano. Taiji caça cerca de 2.000 deles cada ano para consumo de sua carne, e é atacada especialmente devido ao seu método de juntá-los e matá-los junto da costa.
Alguns são capturados e vendidos a aquários e parques aquáticos que realizam shows com eles.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Licenciamento de Belo Monte seguiu a lei, garante ministra

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu na quinta-feira (8) a licença prévia concedida para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). De acordo com ela, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) está preparado para responder a possíveis contestações sobre a autorização para a obra.
O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) entrou nesta quinta (8) com nova ação civil pública contra o empreendimento, pedindo a suspensão da licença e o cancelamento do leilão, marcado para o próximo dia 20.
“O processo de licenciamento ambiental de Belo Monte foi feito seguindo todas a regras, a rigidez da legislação ambiental e teve complementação de estudos. A dedicação técnica da equipe do IBAMA foi ímpar, é uma análise técnica sólida”, disse a ministra.
O MPF argumenta que houve desrespeito à Constituição Federal e à legislação ambiental, com falhas na elaboração dos estudos de viabilidade ambiental da obra, principalmente em relação aos impactos sobre a qualidade da água e a manutenção da biodiversidade e das populações ribeirinhas
A ministra afirmou que o MPF tem o direito de questionar e que o IBAMA responderá as criticas se for acionado pela Justiça. “Se formos chamados a justificar e a explicar, o IBAMA explicará todas as questões que forem apontadas eventualmente numa ação promovida pelo MPF”.
Na primeira entrevista coletiva após assumir a pasta, Izabella falou sobre a saída do ex-presidente do IBAMA Roberto Messias Franco, exonerado na última terça-feira (6), e de outros diretores do órgão. Segundo ela, as mudanças foram gerenciais e não representam ruptura com a gestão anterior, do ministro Carlos Minc.
“O Messias pediu para sair. Ele é um parceiro, eu apoiei o nome dele para assumir o IBAMA [na época da indicação]. Estamos colocando pessoas da casa, não é nada mirabolante, não há ruptura.” A ministra não descartou a possibilidade de novas mudanças na presidência no instituto.
A troca de comando, segundo ela, não muda a missão do IBAMA. No entanto, Izabella reconheceu que há, dentro do governo, a expectativa de reduzir as tensões entre o órgão – responsável pelo licenciamento ambiental de grandes obras – e os ministérios ligados ao desenvolvimento.
“Esperamos ter um IBAMA mais integrado com as políticas de desenvolvimento sustentável do país. O IBAMA é o órgão mais importante no sistema federal de meio ambiente com a agenda de desenvolvimento. Não podemos pensar em desenvolvimento sustentável sem ter o IBAMA fortalecido”, destacou a ministra.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil



sexta-feira, 19 de março de 2010

Ruralistas reagem à lista de "exterminadores do futuro" criada por ONG

Uma campanha lançada na última semana pela organização não governamental SOS Mata Atlântica deu início a um novo round na briga entre ruralistas e ambientalistas no Congresso Nacional. Batizada de "Exterminadores do Futuro", a iniciativa da ONG vai listar políticos que "agem contra o ambiente".
Na mira estão, por exemplo, parlamentares que defendem a flexibilização de leis ambientais, como o Código Florestal.
A bancada ruralista reagiu e pretende entrar no Conselho de Ética da Câmara contra os parlamentares que apoiam a criação e divulgação da lista de "exterminadores". O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), disse que a primeira representação será contra o colega Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista.
"Vai ser por quebra de decoro parlamentar. Foi uma canalhice do Zequinha Sarney. Não aceitamos que se tragam ONGs estrangeiras para fazer terrorismo contra deputados que estão fazendo um trabalho sério", argumentou.
Segundo Lupion, os advogados da Comissão de Agricultura estão levantando informações sobre outros parlamentares que manifestaram apoio à iniciativa.
Sarney Filho, que participou do lançamento da campanha, disse que não se sente intimidado com a ameaça de representação no Conselho de Ética. "Se for pelo fato de estar defendendo o desenvolvimento sustentável, a diversidade e os ecossistemas, me sinto até honrado de ir ao conselho."
O deputado considera a atitude dos ruralistas uma tentativa de intimidar a bancada verde diante da proximidade da votação do relatório sobre modificações no Código Florestal. "Mas o tiro saiu pela culatra. Essa situação só reforça nossas convicções", acrescentou.
Além dos deputados, Lupion disse que pretende entrar na Justiça contra a ONG caso seu nome apareça no ranking. "A partir do momento que ele divulgarem a tal lista, vamos entrar com ações de perdas e danos, de difamação, vamos quebrar essas ONGs", adiantou.
A lista deve ser divulgada no começo de julho, às vésperas do período eleitoral. Em maio, uma versão prévia deverá ser apresentada e os "exterminadores" indicados poderão se defender antes da inclusão definitiva no ranking de inimigos do meio ambiente.

Fonte: Radiobrás

Após protestos do Greenpeace, a Nestlé cancela compras do óleo de palma da Indonésia

Após manifestações e protestos na Inglaterra, Alemanha e Holanda do Greenpeace contra a Nestlé. A empresa suíça cancelou seu contrato de compra de óleo de palma da companhia Smart, filial da indonésia Sinar.
O anúncio foi feito logo depois o lançamento, na quarta-feira (17), de uma campanha européia do Greenpeace que relaciona as barras de chocolate Kit Kat, um dos principais produtos da Nestlé, ao desaparecimento dos orangotangos na Indonésia devido ao desmatamento de florestas tropicais – habitat natural do mamífero.

Nestlé financia destruição de floresta e põe orangotangos no rumo da extinção

Na quarta-feira (17), protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
As manifestações concidiram com o lançamento de um novo relatório do Greenpeace – 'Pega com a mão na cumbuca: como o emprego de óleo de palma pela Nestlé tem um impacto devastador na floresta tropical, no clima e nos orangotangos' (em inglês) – que expõe os laços entre a Nestlé e fornecedores de óleo de palma, como a Sinar Mas, que estão ampliando suas plantações em florestas de turfa (ricas em carbono) e nas florestas tropicias da Indonésia.
Além da produção de óleo de palma, a Sinar Mas também é proprietária da Ásia celulose, a maior empresa de papel da Indonésia. A empresa também infringe a lei da Indonésia ao destruir as florestas protegidas para cultivar plantações de óleo de palma.
Como todos devem saber, a Nestlé é a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. O que ninguém sabia até então era que a empresa também é um grande consumidor de óleo de palma produzido às custas do desmatamento das florestas tropicais. Nos últimos três anos, a utilização anual do óleo quase duplicou, alcançando a marca de 320.000 toneladas que entram em uma enorme gama de produtos, incluindo o chocolate mega popular KitKat, que não é vendido no Brasil.
"Toda vez que você der uma mordida em um KitKat, você pode estar dando uma mordida nas florestas tropicais da Indonésia, que são fundamentais para a sobrevivência dos orangotangos. A Nestlé precisa dar aos orangotangos uma pausa e parar de utilizar óleo de palma de fornecedores que estão destruindo as florestas", disse Daniela Montalto, do Greenpeace internacional.
 
Fonte: Greenpeace

Apesar de protestos governo marca leilão da hidrelétrica de Belo Monte para 20 de abril

Apesar de manifestações de ambientalistas e grupos de movimentação social do Pará, o governo marcou para o próximo dia 20 de abril o leilão para construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. Belo Monte será a segunda maior usina em capacidade de geração de energia do país, atrás apenas de Itaipu.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é a responsável pela elaboração do edital, publicação e confecção do contrato de comercialização de energia. O Ministério de Minas e Energia definiu na portaria que o contrato será na modalidade por quantidade de energia, com prazo de duração de 30 anos e início do fornecimento em 2015.
O Tribunal de Contas da União aprovou quarta-feira (17) o teto máximo para o preço da energia de Belo Monte e elevou a estimativa do preço da obra de R$ 16 milhões para R$ 19 milhões. Segundo relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o aumento no valor da obra e no preço máximo, se deve às condicionantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) para conceder a licença para o início da construção.
Agora se inicia a elaboração da proposta e as empresas formarão consórcios, vencendo quem oferecer a menor tarifa. A estimativa do governo para o teto-máximo para o leilão é de R$ 83 por MWh, devido a necessidade de ter ações para reduzir o impacto social e ambiental na área da hidrelétrica.
A Hidrelétrica de Belo Monte terá capacidade de geração de energia de 11.200 MW. A potência máxima, porém, só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a geração pode ficar abaixo de mil MW. A energia assegura segundo o governo é de 4.500 MW.
Em nota no site, o Ministério de Minas e Energia disse que a hidrelétrica é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo Lula. "[É] considerada pelo governo obra prioritária para garantir a energia elétrica necessária para o crescimento do Brasil".
Já que todas as manifestações, ações e debates envolta da construção da hidrelétrica, esperamos que o governo e a empresa que ganhar o leilão se comprometam de forma significativa na ação de minimização dos impactos ambientais e sociais na região.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Famílias afetadas por construção de barragens protestam na Bahia

Representantes de comunidades afetadas por barragens ocupam, desde a manhã desta quarta-feira (17), o prédio administrativo da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em Sobradinho (BA). Eles protestam contra o projeto de construção das barragens de Riacho Seco e Pedra Branca, no Rio São Francisco.
Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), cerca de 800 pessoas estão no local, vindas de municípios baianos e pernambucanos. Já a assessoria de imprensa da Chesf afirma que cerca de 300 pessoas ocupam o prédio. Para entrar, ainda de acordo com a Chesf, os manifestantes teriam danificado um portão.
A assessoria de imprensa da Chesf afirma que, até o fim deste mês, a diretoria da Companhia deve se reunir com representantes das comunidades para discutir o projeto.
Segundo o MAB, com o projeto das barragens, 20 mil pessoas seriam afetadas. Já para a Chesf, ainda não é possível calcular o número de famílias que seriam deslocadas com a construção das barragens.

Fonte: G1

Moradores fazem protesto contra obra de Hidrelétrica de Belo Monte

Cerca de 1,5 mil pessoas fizeram uma caminhada pelas ruas de Altamira (PA), em protesto contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, nesta segunda-feira (15). As lideranças das aldeias indígenas que serão afetadas pela construção da usina, no leito do Rio Xingu, no Pará, já afirmaram ao G1 que vão usar todas as armas na luta para evitar que a obra seja concretizada.
A ação foi organizada por integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e Movimento Xingu Vivo para Sempre. Durante a caminhada, foram queimados bonecos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, e de Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente.
Problema ambiental - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) concedeu licença prévia para construção da usina em fevereiro deste ano. A decisão revoltou Luis Xipaia, cacique da aldeia tukaia e presidente do Conselho Indígena de Altamira (Coia). Ele disse que mais de quatro mil índios de nove aldeias da região estão prontos para "pegar em armas".
Xipaia realiza assembleias para decidir ações a serem tomadas para evitar que o projeto da hidrelétrica siga em frente. "O Governo federal só vai construir a usina se matar os índios que vivem aqui. O Rio Xingu vai ficar vermelho de sangue. A nossa resistência será maior do que a realizada na reserva Raposa Serra do Sol."
As entidades que compõem o Movimento Xingu Vivo para Sempre já fizeram vigílias, em frente ao escritório regional do IBAMA, em Altamira (PA), em repúdio pela liberação da licença prévia para construção da usina. Outras manifestações foram realizadas em Santarém (PA) e Belém.
Histórico - O governo quer realizar o leilão de concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte até o dia 12 de abril, segundo informação divulgada no balanço de três anos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Pará, do Museu Paraense Emílio Goeldi, do Instituto Sócio Ambiental (ISA) e do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, pela sigla em inglês) realizaram um estudo apontando impactos ambientais da construção da usina para a vegetação local, animais e até sobre as populações indígenas que habitam um trecho do rio conhecido como Volta Grande do Xingu.
Energia x impacto ambiental - O estudo de impacto ambiental indica falhas na previsão de geração de energia da usina, que seria maior do que a capacidade real do projeto. Os estudos preliminares para a construção de uma hidrelétrica no Rio Xingu foram feitos na década de 1980. O projeto da barragem e de canais desviam parte do leito do rio. O cálculo prevê que cerca de 100 quilômetros do curso d'água fiquem secos.
A obra prevê a capacidade de geração de 4.719 megawatts (MW) no período seco e 11.181 MW com a usina em plena capacidade. A Usina de Itaipu – a maior do Brasil – tem capacidade para 14 mil MW. Os reservatórios de Belo Monte, incluindo os canais, ocuparão uma área de 516 km², o equivalente a um terço do município de São Paulo.

Fonte: G1