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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Agosto de 2010 tem sete vezes mais incêndios que mesmo período de 2009

A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) anunciou na terça-feira (31) a liberação de mais R$ 20 milhões para o combate ao fogo das queimadas em todo o país, além dos R$ 29 milhões já gastos neste ano.
A ministra chamou o mês de agosto de 2009 de “fora da curva” em relação ao número de queimadas.
Uma consulta à página do Inpe na internet mostra que agosto de 2010 registrou 263 mil focos de calor no Brasil inteiro, contra 38,6 mil em agosto do ano passado, um aumento de quase sete vezes nesse período.
Embora nem todos os focos de incêndio sejam queimadas, eles dão uma indicação da explosão do número de incêndios no mês de agosto.
Sem fiscalização - Pesquisadores ouvidos pela Folha afirmam que parte da culpa pelas queimadas é de atividade agropecuária sem fiscalização. “Cada vez mais há pessoas se expandindo onde não havia [áreas de exploração agrícola]“, disse Alberto Setzer, que coordena o monitoramento de queimadas no Inpe.
Segundo dados divulgados na terça-feira pelo Ibama, 67% dos focos de calor estão em áreas privadas.
O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, atribui o número alto de queimadas à estiagem anormal deste inverno, que se seguiu a um período com muita chuva no ano passado.
“Eles estão queimando agora o que não conseguiram queimar em 2009″, afirmou. “Com a baixa umidade do ar, você não controla queimadas controladas.”

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com



terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cientistas comprovam que maracujá traz muitos benefícios para a saúde

Sabor azedinho e a fama de calmante natural, fazem dele um dos preferidos nas casas de sucos. Só que nem todos sentem os benefícios do maracujá.
Agora, ao tomar um copo de suco de maracujá, além de sentir o sabor, já se pode ter certeza de estar ingerindo propriedades medicinais importantes para saúde. Pesquisadores da Unicamp comprovaram que o maracujá realmente acalma e descobriram vários outros benefícios.
Em laboratório, cientistas estudaram quatro tipos do fruto, incluindo o azedo, o mais comum. A casca que sempre vai parar no lixo também foi avaliada. “Parte dela se aproveita para a produção de uma farinha que é recomendada para pessoas que têm nível elevado de glicose para reduzir, pelo menos, de 15% a 20% este teor”, garante Glaucia Pastori, pesquisadora da UNICAMP.
Na polpa há vitaminas do complexo B, C, vitamina A, sais minerais além de um potente vermífugo identificado nas sementes. “Essas propriedades passam para o suco. Quando a pessoa ingere o suco, está consumindo”, explica.
A combinação de todos os nutrientes dão ao maracujá o poder antioxidante, o que melhora o funcionamento do organismo.
Apesar de não ter contra indicações os especialistas lembram que exageros devem ser evitados. O poder sedativo do maracujá é real e pode baixar a pressão.

Fonte: G1

terça-feira, 1 de junho de 2010

Farinha feita com cascas de frutas ajuda no funcionamento do intestino e controla a fome

Ricas em nutrientes, as cascas das frutas muitas vezes são descartadas pelos consumidores.
Mas a casca de alguns frutos pode se tornar farinha e ser adicionada aos alimentos. Essa farinha é rica em fibras, ajudando no funcionamento do intestino e no controle da fome.
A farinha de banana verde, por exemplo, reduz o aumento da glicose no sangue, o que é indicado para os diabéticos. As cascas de maçã, laranja e uva vermelha também podem ser aproveitadas.
A farinha da casca das frutas é vendida pronta em supermercados, mas também pode ser feita em casa sem dificuldade. Iogurte e sopa são os alimentos que mais combinam.

Fonte: Portal R7


sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Circuito Mantiqueira

Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Monteiro Lobato, Pindamonhangaba, Piquete e o Distrito de São Francisco Xavier são unidos pela vocação turística comum, onde se destacam turismo ecológico, de aventura, rural, cultural, gastronômico e histórico, e os sete municípios iniciaram um trabalho integrado, o Circuito Mantiqueira.
A origem do projeto partiu do consenso dos prefeitos dos municípios. Com o intuito de fomentar o turismo, aproveitando a localização, atrativos naturais, proximidades e características, surgiu a idéia em criar-se um circuito turístico ordenado e que as coloque em destaque e com melhor visibilidade perante as agências de turismo e o consumidor final – o turista.
O potencial turístico dos sete municípios é grande, vejam alguns deles:
- Pindamonhangaba: Conhecida como “Cidade dos Barões” ou a “Princesa do Norte”, teve grande evolução no ciclo do café, deixando em sua arquitetura imponentes casarões coloniais, os sinais da prosperidade à época. Seus palacetes e casarões oitocentistas, parques e jardins são pontos de visitação obrigatória. Sem contar com a bucólica Estrada de Ferro que proporciona passeios pelos recantos da serra, desde o pé da serra até Campos do Jordão passando por Santo Antonio do Pinhal.
- Piquete: A cidade é cercada pelas belezas naturais que englobam o imponente Pico dos Marins (2.400 m de altitude) e uma visão de 3600 fantástica. Os maciços rochosos em seu entorno são ideais para a prática do montanhismo. Com uma vegetação, fauna e flora preservadas tornam-se atrativos à parte para quem aprecia a natureza e não abre mão da comida típica da região.
- Monteiro Lobato: A cidade abrigou durante anos o escritor que lhe empresta o nome. A fazenda Buquira, onde Lobato morou, teve seu nome mudado para Sítio do Pica Pau Amarelo, em homenagem a uma das suas mais notáveis obras. Possui um museu onde guarda pertences do escritor que residiu na cidade entre 1911 e 1917. Dotada de vegetação exuberante, com trilhas e cachoeira é um convite para quem curte cultura, história e natureza.
- São Francisco Xavier: Distrito de São José dos Campos mantém a natureza quase intocada. Cercada de montanhas e campos quase sempre floridos, chalés românticos e charmosos são um convite aos apaixonados. A gastronomia se destaca com os produtos produzidos na região como: shitake, cachaça, mel, queijos, trutas e doces em geral.
- São Bento do Sapucaí: É onde se situa a Pedra do Baú, paraíso dos praticantes dos esportes radicais. Oferece uma boa rede de hospedagem e empresas de apoio para os esportes de aventura, como a escalada e vôo livre. Com forte influência mineira, sua culinária é composta por comida farta e variada, onde nunca falta feijão, torresmo, costelinha de porco e couve bem picadinha.
- Santo Antonio do Pinhal: O clima é similar ao de Campos do Jordão, porém menos fria. Suas águas minerais, radioativas, ferruginosas e magnesianas são bastante procuradas devido suas propriedades terapêuticas. Do Pico Agudo (1700 m de altitude) saltam diariamente adeptos de vôo livre. Sua formação geológica favorece a prática de esportes radicais. Suas matas preservadas são um ótimo convite a passeio, onde é possível contemplar riachos e cachoeiras.
- Campos do Jordão: A montanha magnífica é a cidade mais lembrada no período de inverno. Lá ocorre o tradicional Festival Internacional de Inverno e irresistível festivais gastronômicos. Dotado de invejável parque hoteleiro com 9 mil leitos e 13 mil casas de veraneio, a cidade reúne mais de 1 milhão de turistas entre os meses de junho e julho, considerados como alta temporada. Com cerca de 2/3 de sua área preservada, constitui-se uma importante reserva de biodiversidade

Desfrute a natureza em nossa região e contemple a riqueza natural que temos.

São Paulo ocupa 117ª posição em ranking mundial de qualidade de vida

A cidade de São Paulo ocupa a 117ª posição em um ranking de qualidade de vida divulgado nesta quarta-feira (26) pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer.
Todos os anos, a empresa divulga a lista, que em 2010 inclui 221 cidades ao redor do mundo. O ranking leva em conta aspectos como política, sociedade, economia, saúde, saneamento, escolas, serviços públicos, transporte e moradia.
Nesta relação, para o qual os dados foram coletados entre setembro e novembro de 2009, Viena, capital da Áustria, continua no topo da lista e Bagdá, capital do Iraque, é a última colocada.
São Paulo aparece atrás das outras duas cidades brasileiras incluídas no ranking, Rio de Janeiro (116º) e Brasília (104º).
Como foram incluídas várias cidades este ano, não é possível fazer uma comparação com o posicionamento das cidades no ano passado.
Qualidade de vida – Seguindo o padrão dos anos anteriores, as cidades europeias continuam dominando o topo do ranking. Depois de Viena, Zurique e Genebra, ambas na Suíça, ocupam a segunda e a terceira posições, nesta ordem.
“Os padrões de qualidade de vida permaneceram relativamente estáveis em um nível global em 2009 e na primeira metade de 2010, mas em certas regiões e países a recessão econômica teve um impacto notável no clima dos negócios”, afirmou Parakatil.
Segundo o pesquisador, enquanto que a qualidade de vida permaneceu estável nas cidades americanas, houve um declínio nas Américas Central e do Sul “devido à instabilidade política, aos problemas econômicos e à falta de energia em certos países”.
“Altos índices de criminalidade também continuam sendo um dos maiores problemas em muitas cidades da região”, acrescentou.
O local das Américas Central e do Sul com a melhor colocação no ranking de qualidade de vida é Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, no 62º lugar, seguido de San Juan, em Porto Rico (72º), e a capital argentina, Buenos Aires (78º).
Guadalupe, no Caribe, é um território ultramarino da França – ou seja, faz parte da União Europeia. Pointe-à-Pitre é considerada a capital econômica do arquipélago.
‘Ecocidades’ – Esta é a primeira vez que a Mercer divulga também uma segunda lista, das “ecocidades”, e a performance de São Paulo neste ranking é ainda pior, ficando no 148º lugar, enquanto Rio de Janeiro e Brasília ficaram respectivamente em 112º e 109º colocados.
A cidade no topo da lista dos locais mais ecológicos é Calgary, no Canadá, enquanto que Porto Príncipe, no Haiti, ficou em último.
Várias outras cidades latino-americanas estão à frente das brasileiras nesta lista, como Montevidéu, no Uruguai (70º lugar), Buenos Aires (83º), e Assunção, no Paraguai (90º).
De acordo com um dos responsáveis pela pesquisa, Slagin Parakatil, “o status ecológico de uma cidade ou sua atitude em relação à sustentabilidade podem ter um impacto significativo na qualidade de vida de seus habitantes”.
 
Fonte: G1

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Árvores, cada vez mais sufocadas nas grandes cidades


Que a arborização nas cidades é benéfica e positiva, isto não nos resta dúvidas, o que complica é quando as árvores são cultivadas da forma errada, em especial na escolha da espécie para dividir os espaços nas calçadas com a população.
Infelizmente é freqüente encontrarmos árvores em locais irregulares nas grandes cidades, acarretando em esbarrões, tropeções e muitas vezes gerando fraturas e machucados nos pedestres, em especial os de maior idade. As pobres ficam sufocadas, pressas em espaços muito pequenos e são obrigadas a ocupar mais espaço nas calçadas e quebrar o que tiver pela frente para suas raízes se acomodarem melhor.
O correto seria que todas as árvores que foram ou serão plantadas respeitassem um padrão de plantio para evitar tais transtornos na comunidade, não somente os tombos e tropeções, mas também incidentes com a rede elétrica. Antes de plantar árvores nas calçadas é necessário levar em conta que: elas precisam de espaço para receber água e para as raízes crescerem sem estragos, o local do plantio deve respeitar a metragem exigida pela Lei do Passeio Livre, que é de 1.20m de largura e se atentar a espécie que será plantada. Uma ótima solução para tirar suas dúvidas com relação a qual tipo de árvore poderá ser plantada, é procurar o Departamento de Meio Ambiente de sua cidade e verificar quais as espécies autorizadas e/ou sugeridas por eles, muitas vezes eles até doam as mudas; acesse os sites de algumas companhias de energia elétrica que contem toda a informação sobre quais espécies plantar e no site da SVMA (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/publicacoes_svma/index.php?p=3789) o Manual Técnico de Arborização Urbana, que explica detalhadamente o jeito correto de plantar, além de características das espécies que se adaptam bem às vias urbanas.
A solução para o plantio correto já temos, o problema é que por falta de controle no passado, até mesmo os governos plantavam errado. Espécies como o ficus elástica foram espalhadas pela cidade, sem canteiro, sem espaço para seu desenvolvimento e sem a percepção de que, quando crescidas, espalhariam sua vegetação pelas ruas. Isso não só danifica as vias, como adoece as plantas, sem espaço em seu solo ela fica sufocada, e adoecer.
Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente criou um programa inédito na cidade desde janeiro, em um projeto piloto na região da subprefeitura da Lapa, na Zona Oeste da capital. O projeto Identidade Verde tocado pela Secretaria da Coordenação das Subprefeituras, é especificamente voltado para a catalogação e cuidado de árvores em ruas e calçadas. O programa é composto por três estágios: no primeiro há a catalogação das espécies, junto com a contagem de cada exemplar. Depois, vem o planejamento das ações cabíveis – poda, cuidado com árvores doentes, plantios de mudas. A terceira etapa é uma execução integrada de todos os serviços capazes de ajudar para que todos os passos deem certo. É um programa de larga escala com sistema minucioso.
O Identidade Verde pesquisou, até agora, uma área verde de 1.5 milhão de m², e mais de 40 vias tiveram suas espécies cadastradas, totalizando 3.409 árvores. Nesta fase, foi possível detectar que um dos principais fatores de quedas de árvores é a limitação de espaço para o desenvolvimento de raízes sadias. Em quase três meses foram feitas 65 ampliações de canteiros. Até o fim do ano, a meta é que todas as 31 subprefeituras coloquem o projeto em prática.
Desta forma, o que não podemos é esquecer os inúmeros benefícios que as árvores nos trazem, mas que haja um cuidado com o seu plantio para não gerar problemas a elas próprias e a população em geral. Conscientizar as pessoas e os órgãos competentes cuidar das árvores já plantadas é o nosso dever.



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Iluminação com LEDs produz vegetais mais saudáveis

Cientistas da Lituânia descobriram que uma iluminação à base de LEDs, aplicado durante apenas três dias, é capaz de melhorar a qualidade nutricional de verduras e legumes, principalmente dos vegetais verdes folhosos.
A tecnologia com tratamento dos vegetais com luz poderá ser aplicada em estufas para reforçar os nutrientes dos vegetais no período pré-colheita.
Nitratos e nutrientes – O experimento foi feito em plantações de alface, orégano e cebolinha. Os vegetais foram cultivados em estufa, sob luz ambiente, com um reforço de iluminação noturna com uma lâmpada de vapor de sódio.
Nos três dias anteriores à colheita, os vegetais receberam a iluminação noturna de um conjunto de diodos emissores de luz, os LEDs, lâmpadas de estado sólido de baixo consumo de energia, do mesmo tipo encontrado na maioria dos aparelhos eletrônicos.
O resultado foi uma redução no nível de nitratos nos vegetais que variou de 44 a 65%.
O maior nível de redução dos nitratos foi verificado nas plantações de alface cultivado por hidroponia. Depois de um tratamento de três dias sob a luz de LEDs vermelhos, os testes mostraram uma redução de 65% na concentração de nitratos.
Além de diminuir a concentração de nitratos danosos à saúde, o fluxo de fótons de alta densidade gerado pelos LEDs também elevou os níveis de nutrientes dos vegetais.
Plantas iluminadas com LEDs – Segundo Giedre Samuoliene, coordenador da pesquisa, a tecnologia é diferente da já difundida prática das lâmpadas de sódio de alta pressão.
Os iluminadores de estado sólido limitam a quantidade de calor radiante, já que os LEDs têm luz fria, permitindo uma maior intensidade na fotossíntese.
Além disso, a técnica exige apenas um tratamento curto, pouco antes da colheita, em vez de uma iluminação durante o ciclo completo da cultura.
O investimento inicial na aquisição dos iluminadores de LED pode ser caro, afirma Samuoliene, mas a técnica é economicamente viável porque o tratamento é aplicado durante apenas 10% do tempo da cultura, com um baixíssimo consumo de energia.
Há também a perspectiva das vantagens de um eventual sobre-preço pelo fornecimento de vegetais mais saudáveis.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Grandes fabricantes mostram seus modelos de carros “verdes” em Pequim

As grandes marcas mundiais de veículos aproveitaram o Salão de Automóvel de Pequim para apresentar seus modelos “verdes”, que podem se tornar, em curto prazo, um dos melhores produtos à venda no mercado chinês, o maior do mundo.
A maior fabricante chinesa, SAIC, expôs seu carro elétrico, durante o salão que abriu na terça-feira (27) e vai até domingo (2).
Dos mil modelos expostos, 95 são elétricos ou híbridos – produzidos pela SAIC, por sua concorrente chinesa BYD e a americana General Motors.
A GM apresentou o Volt, um carro elétrico que deve ser lançado no mercado em 2011. A BYD, que tem como principal acionista é o milionário americano Warren Buffett, lançou o modelo E6, que funciona somente com eletricidade.
A Beijing Automotive Industry Holding Co anunciou que pretende investir 3,7 milhões de yuans (542 milhões de dólares) no desenvolvimento de veículos com fontes de energia alternativas, reafirmando a importância desse setor para a China.
No entanto, para os analistas o verdadeiro desenvolvimento de veículos alternativos na China ainda enfrenta dificuldades.
O governo decepcionou aqueles que esperavam, em janeiro, o anúncio de subsídios para o setor, que permitiriam baixar os preços para o consumidor chinês.
Preços elevados, autonomia reduzida e falta de postos de recarga de bateria limitam as vendas, explica Finbarr O’Neill, presidente da sociedade de consultores JD Power and Associates.
Menos de 4 mil carros híbridos (movidos a eletricidade e gasolina) foram negociados na China no ano passado e a venda de veículos elétricos foi quase inexistente, acrescentou.
No total, 13,64 milhões de carros foram vendidos na China em 2009, o que fez do país o primeiro no mercado do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.
Os chineses seguem preferindo modelos de alto consumo de gasolina, embora no ano passado os modelos menores tenham tido maior aceitação, graças aos incentivos fiscais.
O alto valor dos veículos elétricos se deve ao custo das suas baterias recarregáveis, que os encarecem em 10 mil a 15 mil dólares.
“Não acredito que a maioria dos compradores esteja disposta a pagar mais para ter um carro mais ecológico”, destacou Finbarr O’Neill. “Sem subsídios, empresas como a BYD terão muitos problemas para alcançar uma massa crítica” na produção.
A China quer reduzir seu consumo e sua dependência energética, assim como seus graves problemas de poluição. Por isso, espera-se que o desenvolvimento de tecnologias ecológicas e carros “verdes” represente de 10% a 15% das vendas até 2020.
Desde 2006, o governo e as fabricantes de automóveis chinesas investiram pelo menos 10 milhões de yuans no desenvolvimento de veículos movidos com fontes de energia alternativas ao combustível. Desse montante, 1,1 milhão foi dado pelo governo, segundo o ministério das Indústrias e Tecnologias da Informação.
Apesar deste lento desempenho, a previsão segue otimista. Better Place, uma sociedade californiana que instala postos de recarga para veículos elétricos, vislumbra um bom mercado na China. No sábado, firmou um acordo com a fabricante chinesa Chery para desenvolver os primeiros protótipos.

Fonte: G1

Mais cana com menos queima

O Estado de São Paulo registrou, nos últimos anos, uma rápida expansão na produção de cana-de-açúcar, em consequência principalmente do aumento da demanda por etanol para atender ao mercado de veículos flex no país.
De 2003 a 2009, a área total do cultivo da cana disponível para a colheita no Estado saltou de 2,57 milhões para 4,89 milhões de hectares, segundo dados do mais recente relatório feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).
O dado mais expressivo – do ponto de vista ambiental – é que pela primeira vez mais da metade da colheita foi realizada sem queima. O relatório referente à safra de 2009/2010 mostra que cerca de 56% da colheita foi realizada sem queima, contra 44% em que se utilizou o recurso. Na safra de 2006/2007, a colheita sem queima beirou os 34%.
De acordo com Bernardo Rudorff, pesquisador do INPE, se o ritmo for mantido, a meta estabelecida pelo Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro, assinado em 2007 entre o Governo do Estado de São Paulo e a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) – que prevê a eliminação gradativa da queima da cana-de-açúcar até 2017 –, será cumprida, mesmo com a expansão da produção. Para as áreas com declive inferior a 12%, que permite a mecanização da colheita, o prazo termina em 2014.
“É claro que a expansão envolve questões complexas que impõem alguns limites, como condições favoráveis de mercado e investimento em maquinário, mas a pressão do protocolo está produzindo um resultado muito positivo no Estado e mostra que o objetivo de eliminar totalmente o procedimento de queima pode ser atingido até a data limite”, disse à Agência FAPESP.
Rudorff coordena o Projeto Temático recém-aprovado, intitulado “Impactos ambientais e socioeconômicos associados com a produção de etanol de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil”, que será desenvolvido no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bionergia (BIOEN).
O grupo de pesquisadores vem monitorando, desde 2003, a área de cultivo, o tipo de colheita – com ou sem queima – e a mudança de uso e cobertura da terra decorrente da expansão do cultivo da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo. A partir dos dados obtidos são gerados mapas que auxiliam a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
“A partir de 2009, iniciamos uma avaliação mensal da colheita e disponibilizamos os mapas para a secretaria, que, com isso, sabe do percentual e da localização das áreas queimadas. Antes disso, gerávamos um único mapa mostrando tudo o que havia sido colhido com e sem queima durante a safra”, disse Daniel Alves Aguiar, doutorando do programa de pós-graduação e integrante do projeto Canasat do INPE.
Em novo estudo publicado na revista Remote Sensing, os pesquisadores do INPE divulgaram os números referentes à safra de 2008/2009. De 2003 a 2008, a área de produção foi ampliada em 1,88 milhão de hectares. Entretanto, o ritmo de crescimento caiu nas últimas safras. Na safra anterior a 2008, a expansão foi de mais de 1,2 milhão de hectares, em 2008 o aumento foi de pouco mais 320 mil e, na safra 2009/2010, ficou em cerca de 100 mil hectares.
“Uma das explicações é que, com a crise econômica mundial – que afetou todos os setores da economia –, a produção da cana também foi atingida e a produção seguiu um ritmo mais lento nos dois últimos anos”, disse Aguiar, co-autor do artigo.
“No artigo, usamos como referência a safra de 2008 porque o objetivo era apresentar a metodologia que utilizamos que consiste em técnicas de interpretação de imagens de sensoriamento remoto e geoprocessamento”, explicou.
De acordo com o trabalho, a maior expansão de área com cana ocorreu no oeste paulista, que compreende as regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente.
“A expansão da cana nessas regiões se deu principalmente sobre as pastagens. E uma das críticas era que o aumento do cultivo da cana poderia comprometer a produção de outras culturas, como soja e milho, e promover uma diminuição do rebanho bovino no Estado”, disse Aguiar.
“São Paulo perdeu muita área que tradicionalmente era de pastagem para a cana-de-açúcar, mas, no entanto, o gado não diminuiu. Isso se deve à otimização do uso do espaço e ao investimento do setor pecuário em tecnologia”, disse Rudorff.
Na safra de 2009/2010, 2,27 milhões de hectares foram colhidos sem a queima da palha, enquanto 1,8 milhão foi colhido com a queima. O mapeamento mostra ainda que as regiões administrativas de Barretos, de Campinas e Central – tradicionais no cultivo da cana – foram as que apresentaram maior porcentagem sem queima, com 61,4%, 60,7% e 61,2%, respectivamente.
Apenas duas regiões, de Marília (56,3%) e de Presidente Prudente (50,8%), tiveram mais área colhida com queima do que sem. “Nesse sentido, o sensoriamento remoto tem importância fundamental para o cumprimento do protocolo”, destacou Aguiar.
Interpretação das imagens – Segundo os pesquisadores, o método utilizado consiste em monitorar o modo de colheita a partir da interpretação visual e do processamento digital das imagens. Mas, ressalta, a metodologia tem uma limitação.
“Para resultados satisfatórios é preciso contar com diversas imagens livres de nuvens durante o período de colheita. Por isso, utilizamos imagens de sensores com características diferentes”, disse Aguiar.
Segundo ele, o mais importante é obter imagens em períodos específicos em que a cana seja mais fácil de ser identificada. O mapeamento do cultivo da cana requer que sejam adquiridas imagens em janeiro, fevereiro e março da safra corrente e setembro e outubro do ano anterior.
“O plantio da cana-de-açúcar é geralmente feito nos meses de março e abril e em outubro elas já começam a aparecer em imagens de satélite. De janeiro a março do ano seguinte é o período em que a cana está mais vigorosa e fácil de ser identificada”, explicou o pesquisador.
Já para a colheita as imagens são adquiridas de abril a dezembro, período tradicional de colheita no Estado de São Paulo. Mas em dezembro, quando começam a aparecer mais nuvens, o trabalho se torna mais complicado.
“O foco principal do artigo que publicamos foi mostrar que a técnica de sensoriamento remoto pode ser utilizada para monitorar vários aspectos do cultivo da cana e tem tido um efeito positivo fora do país. Em discussões ambientais, o Brasil é lembrado por monitorar o cultivo”, disse Rudorff.
O estudo feito no INPE destaca que as metas do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro não são para os municípios, mas para o setor como um todo. “O produtor que atingir as metas receberá um selo agroambiental. A ideia é que esse selo possa servir como um ingresso para o mercado externo”, disse Aguiar.

Fonte: Alex Sander Alcântara/ Agência Fapesp

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Consumo de uva reduz risco de doenças do coração e de diabetes

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluíram que consumir uvas pode reduzir riscos de doenças do coração e a síndrome metabólica – excesso de gordura na barriga. Isso acontece por causa dos antioxidantes contidos na fruta.
A síndrome metabólica afeta em média 59 milhões de americanos e é geralmente a propulsora da diabetes tipo 2.
Os pesquisadores estudaram os efeitos dos tipos mais comuns de uva (verdes, vermelhas e roxas), que foram misturadas e integradas na dieta de ratos de laboratório, parte deles consumistas de uma dieta altamente calórica, no melhor estilo americano.
Todos os ratos usados na pesquisa são de uma raça mais propensa a ter sobrepeso.
Depois os pesquisadores compararam os ratos que consumiram a mistura enriquecida de uvas e os que não receberam. Entre estes últimos, adicionaram as calorias e o açúcar ganho pelos outros pela mistura de uvas.
Depois de três meses, os ratos que receberam a mistura de uvas diminuíram sua pressão arterial, melhoraram a função cardíaca e reduziram indicadores de inflamação no coração e no sangue comparado aos ratos que não consumiram a mistura de uvas.
Diante do resultado, Steven Bolling, cirurgião do laboratório de proteção cardiovascular e um dos pesquisadores, afirma que uma dieta rica no consumo de uvas pode ter efeitos benéficos para a saúde. “O efeito dos antioxidantes é ativado para proteger as células do coração causadas pelo efeito da síndrome metabólica.”

Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 27 de abril de 2010

Brasil estuda aquifero três vezes maior que o Guarani

Cada vez mais, o Brasil vem se apresentando como a grande potência ambiental da humanidade e um local onde a natureza não economizou em nada. O País é dono da maior biodiversidade do planeta, possui a maior floresta tropical do mundo, o maior rio em volume de água e dispõe também da maior quantidade de água doce. Somos donos de 11% de toda água doce disponível no mundo. E, para completar, temos ainda o Pantanal, considerado a maior planície de inundação.
Uma nova e recente descoberta vem ampliar ainda mais o poder brasileiro quando o assunto é disponibilidade de água. Trata-se do Aquífero Amazonas, um reservatório transfronteiriço de água subterrânea, que o Brasil divide com o Equador, Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru.
Sua extensão é de quase quatro milhões de quilômetros quadrados (3.950.000) sendo constituído pelas formações dos aquíferos Solimões, Içá e Alter do Chão. Com uma extensão três vezes maior que o aquífero Guarani, o Amazonas é uma conexão hidrogeológica, com grande potencialidade hídrica, mas ainda pouco conhecida.
Segundo dados da Gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea do Ministério do Meio Ambiente, a formação Alter do Chão participa no abastecimento das cidades brasileiras de Manaus, Belém, Santarém e da Ilha de Marajó. A utilização do Solimões é principalmente para o abastecimento doméstico, sendo fonte importante para a cidade de Rio Branco, no Acre. A formação Içá abastece a cidade de Caracaraí, no sul de Roraima.
Os estudos até agora realizados atestam que a qualidade química da água do Sistema Aquífero Amazonas é boa. Entretanto, vem correndo risco de contaminação devido ao fato de, em alguns locais, o nível da água ser raso e pelo alto potencial de contaminação provocada por poços mal construídos, ausência/inadequação de proteção sanitária e carência de saneamento básico.
Além do Amazonas e do Guarani, o Brasil possui inúmeros outros sistema transfronteiriços, todos eles com pouca ou, às vezes, nenhuma informação sobre eles. O mais estudado até o momento é o Aquífero Guarani com uma extensão de mais de um milhão de quilômetros quadrados, que o País divide com a Argentina, Paraguai e Uruguai.
No Brasil, o Guarani abrange os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Seu volume acumulado de 33 mil quilômetros cúbicos de água é considerado de vital importância para o abastecimento, atividades econômicas e para o lazer.
Segundo informações da gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea, a grandeza do aquífero e, principalmente sua localização geográfica, faz do Guarani um importante manancial hídrico, constituindo-se em uma reserva estratégica para o abastecimento de populações e desenvolvimento socioeconômico da região onde está localizado.
Embora ainda carente de conhecimentos técnicos para sua correta gestão, atualmente mais de 500 cidades brasileiras são abastecidas, total ou parcialmente, pelas águas do Guarani, cujas águas são de excelente qualidade para o consumo doméstico, industrial e para irrigação, pois se mantêm em temperaturas superiores a 30 graus centígrados, podendo chegar até 68 graus, ideais para o desenvolvimento de balneários e até mesmo na agroindústria.
Para gerir toda essa riqueza natural, o Brasil criou e vem implementando o Plano Nacional de Recursos Hídricos, que define diretrizes para o uso racional da água e orienta políticas que tenham interação com a gestão de recursos hídricos. O objetivo é melhorar a oferta de água em quantidade e qualidade.

Fonte: Suelene Gusmão/MMA





quarta-feira, 14 de abril de 2010

Castanhas, nozes e peixe reduzem riscos de desenvolver Alzheimer, diz estudo

Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica “Archives of Neurology”.
O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.
Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram Alzheimer.
Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.
Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.
Influência – Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.
Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.
Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.
Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.
Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.
Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.
Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer’s Research Trust, disse: “Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas”.
“Adaptar nosso estilo de vida na medida em que ficamos mais velhos – fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa – pode reduzir os riscos de demência”.
“Mas infelizmente”, acrescentou Wood, “não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo”.
Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.

Fonte: G1



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Jardim que cura

Que uma dose de natureza faz bem, a maioria das pessoas sente na pele, na cabeça e no humor. Mas nem todo mundo sabe que um jardim pode ser uma terapia.
Pesquisadores descobriram que combinar trabalhos  manuais no jardim e contemplar suas belezas ajuda na recuperação de pacientes. Lidar com plantas promove um tipo de interação, enquanto que trabalhar afasta da mente os problemas e a insegurança. Diminui a sensação de solidão e aumenta a autoestima.
Tendo a hortoterapia como aliada de tratamentos convencionais, o paciente se transforma em protagonista e deixa de ser a vítima. A beleza do jardim ainda ajuda a combater os sentimentos negativos.
Observar a natureza é ver a vida espelhada no verde. Entre o plantio de uma árvore e a morte de uma flor há uma porção de idas e vindas que lembram a vida. Ainda de quebra recupera-se o encanto esquecido com um pássaro visitante inesperado.
Devemos nos movimentar e trabalhar, criando um mundo no meio do reino da natureza, um mundo de beleza e harmonia! Atuando assim, então não seremos somente os que recebem, mas tambem os doadores.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Curitiba ganha mais um título este ano devido a sua preocupação com o meio ambiente

A capital do Paraná há tempos é considerada em todo o país uma das cidades com melhor qualidade de vida. No ano de 2010 Curitiba vem se firmando com o título, e vai além, conquista títulos mundiais referentes a preocupação com o meio ambiente.
Desbancando cidades da Europa, Ásia e Oceania, Curitiba conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que todo ano elege a cidade mais sustentável do mundo. Organizado pelo Globe Fórum, da Suécia, o prêmio será entregue oficialmente no dia 29 de abril, em cerimônia na cidade sueca de Estocolmo. Mas este não é o único prêmio que a cidade recebe neste ano sobre meio ambiente, em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia) e venceu por unanimidade.
Para chegar a esta conclusão os jurados avaliaram itens como: preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. Mas os pontos que mais se destacaram para o título é a eficácia da coleta seletiva no município, além da grande concentração de áreas verdes em toda a cidade.
Em nota oficial, o júri elogiou a “abordagem holística” com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade, “numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”.
Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.
O que não podemos esquecer, que por mais que seja ganhado um título tão importante, há uma grande necessidade de resolver problemas da esfera ambiental, como a destinação e tratamento adequado dos resíduos sólidos, e a preservação dos rios.





Venda de pinhão está proibida no Paraná até meados de abril

Com a chegada do outono em todo o país, as pinhas estouram ao sol do meio-dia, possivelmente como reflexo da dilatação após a manhã fria. Com o estouro surge os pinhões – sementes de auraucária – que espalham-se num raio de aproximadamente cinqüenta metros a partir da planta mãe. Mas, apesar de engenhosa, esta não é a principal forma de disseminação desta notável planta. O homem e os animais que se alimentam desse pinhão também atuam no transporte e disseminação das sementes. Fator este que preocupa o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O Instituto por entender que é necessário respeitar o ciclo do “fruto” permitindo o desprendimento natural da pinha, proibiu até o dia 15 deste mês em todo o estado do Paraná a comercialização da semente.
Tal atitude propicia a proliferação da espécie e também serve de alimento para animais e aves, que tem nesse período somente o pinhão como forma de alimentação. Os consumidores estão sendo orientados a não comprarem pinhões que apresentem a coloração verde ou que sejam muito pequenos. Isto caracteriza a retirada antes do período de maturação.
A iniciativa de âmbito estadual é referência pela preocupação do equilíbrio entre a flora e a fauna, pois em locais onde existem as araucárias, é comum vermos que o homem sobre argumentação de colher pinhão para venda, e consequentemente sua sobrevivência, interfere na propagação natural da semente para gerar novas árvores e na alimentação de animais, em especial esquilos e aves. Quem sabe, como iniciativas como esta, o poder público seja ele municipal, estadual ou federal interfira em mais um caso de desrespeito a biodiversidade. Um exemplo próximo, é ao chegar em Campos do Jordão - SP, e ver toda a avenida principal cheia de vendedores comercializando o pinhão em estágio “impróprio” para o desenvolvimento sustentável.






quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cuba identifica três proteínas do escorpião azul eficazes contra o câncer

Cientistas cubanos identificaram três proteínas no veneno do escorpião azul que inibem as células malignas do câncer e estão dispostos a aceitar a colaboração internacional para a sua produção em escala, informou nesta terça-feira (6) o diretor do laboratório estatal encarregado das pesquisas.
“São três proteínas de baixo peso molecular e de marcada inibição de células malignas, inofensivas para a saúde humana e que não causam quaisquer efeitos colaterais”, disse José Fraga Castro, diretor do Grupo Empresarial estatal Labiofam, durante entrevista coletiva.
O cientista, que é sobrinho dos irmãos Fidel e Raúl Castro, explicou que o veneno do chamado escorpião azul – cuja cor, na verdade, é avermelhada – é tóxico se aplicado de forma parenteral (introduzida no organismo de forma diferente da digestiva, como intravenosa, subcutânea ou intramuscular), mas por via oral é inócuo.
Fraga informou que esses produtos, que serão apresentados no 1º Congresso Internacional do Labiofam, de 28 de setembro a 1º de outubro, já estão patenteados em Cuba e já foram submetidos a um teste pré-clínico satisfatório em ratos.
O especialista disse ainda que já são feitos testes em doentes de câncer.
“Estamos abertos a trabalhar com qualquer cientista ou instituição” para seu desenvolvimento sem fins lucrativos, afirmou.
“Se tivermos que trabalhar com outro laboratório, não teremos objeções”, enfatizou o cientista, que comentou que especialistas da Espanha e da Venezuela se somaram aos estudos.
Fraga disse ainda que a Labiofam desenvolveu criadouros de escorpiões em todo o país, com uma população de cinco mil animais cada. Cada animal vive, em média, dois anos e o veneno é extraído a cada 21 dias.
Mesmo assim, a proporção é insuficiente para uma produção em escala de medicamentos, para o que é preciso procurar soluções científicas, mediante a medicina homeopática, para sua multiplicação, acrescentou.
O especialista informou que, durante o encontro internacional, a Labiofam apresentará outros dois produtos, um antianêmico oral e um produto de controle biológico do mosquito vetor da malária. Segundo o cientista, o biolarvicida foi aplicado com sucesso em um país africano que não especificou, mas que construirá uma fábrica para produzi-lo com tecnologia cubana. Outros cinco países do continente também estariam interessados em erguer instalações semelhantes, disse.

Fonte: G1

Carros elétricos despertam interesse, mas custo dificulta

Os carros elétricos vêm apresentando forte desempenho, com incentivos e novos modelos que fazem deles opções realistas, mas a atenção que estão despertando pode destacar suas falhas na comparação com os modelos acionados a gasolina ou diante de alternativas como os biocombustíveis.
A atenção que eles vêm recebendo incomoda algumas pessoas no setor de biocombustíveis, cuja popularidade em ascensão foi bloqueada subitamente pelo excesso de produção em 2007, subsequentes concordatas e perda de popularidade, devido ao estabelecimento de uma associação – contestada pelo setor – entre os biocombustíveis e a fome em ascensão.
A gasolina pode continuar superando as duas alternativas por décadas como a melhor das opções, caso haja adoção mais ampla de carros convencionais mais eficientes, que ajudem a reduzir as emissões de carbono e a dependência de petróleo.
A incerteza é notável no mercado mundial de automóveis e combustíveis, que movimenta entre US$ 5 trilhões e US$ 6 trilhões ao ano, e o único dado sobre o qual todos parecem concordar é que o número de automóveis deve continuar em ascensão, atingindo os 2 bilhões em 2050.
O ímpeto no momento favorece a eletricidade, depois da alta do preço do petróleo em 2008, generosos incentivos governamentais e uma crise paralisante no setor automobilístico mais amplo. Na semana passada, os Estados Unidos adotaram padrões de economia de combustível semelhantes aos vigentes na Europa.
Salão do Automóvel – Os carros ecológicos ocuparam posições de destaque este ano nos salões do automóvel de Nova York, Genebra e Detroit, incluindo modelos acionados apenas por baterias, híbridos que combinam gasolina e eletricidade e carros convencionais pequenos e que economizam mais combustível.
Os veículos elétricos acionados por baterias, no entanto, são onerosos.
A Mitsubishi Motors e a Nissan Motor anunciaram na semana passada os preços de seus carros a bateria, o i-MiEV e o Leaf, que já estão em produção ou perto disso.
Os valores eram de 3,98 milhões de ienes (US$ 42,52 mil) e 3,76 milhões de ienes, respectivamente, desconsiderados os subsídios governamentais, diversas vezes mais caros que os carros convencionais equivalentes.
Entre as alternativas, estão os biocombustíveis. O grande grupo petroleiro Royal Dutch Shell apostou forte no etanol, fechando em fevereiro acordo com a brasileira Cosan para uma joint venture de etanol de US$ 21 bilhões.
O etanol produzido com cana-de-açúcar brasileira consegue enfrentar o petróleo a preços de US$ 40 ou US$ 50 por barril, ante um preço atual de US$ 80 da primeira. Isso criou no Brasil um mercado no qual boa parte dos carros novos são flex, acionados por qualquer mistura entre etanol e gasolina, sem custo adicional.

Fonte: Folha Online



terça-feira, 23 de março de 2010

Para ONU água poluída mata mais que violência no mundo

No dia onde se comemora o dia da água, a ONU disse que a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano. "A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep).
Lançado no Dia Mundial da Água, um relatório intitulado "Água Doente", da Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
Estes resíduos são basicamente gerados através de poluição industrial e agrícolas. De acordo com o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento, inclusive o Brasil.
Dentre as principais doenças causadas pela água suja, temos a diarréia, que mata anualmente cerca de 2,2 milhões de pessoas e mais da metade dos leitos de hospitais no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada, segundo o relatório.
É recomendado sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto, além da proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
O diretor da Unep, Achim Steiner, diz que "Se o mundo pretende sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto”.









Algas marinhas podem reduzir obesidade, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada no Reino Unido afirma que algas marinhas podem ser usadas para combater a obesidade.
A equipe de cientistas da Universidade de Newcastle descobriu que os alginatos, uma fibra extraída das algas, ajudam o corpo a reduzir a absorção de gordura em até 75%. O índice é melhor do que a maioria dos tratamentos contra obesidade.
Os cientistas estão fazendo testes com a fibra adicionada a pão, para determinar o efeito que ela teria em uma dieta normal.
"Essa pesquisa sugere que se nós podemos adicionar fibras naturais a produtos usados diariamente, como pães, biscoitos e iogurtes, até três quartos da gordura contida em uma refeição podem passar diretamente pelo corpo", afirma Iain Brownlee, da equipe de pesquisadores de Newcastle.
"Nós já adicionamos o alginato ao pão e testes iniciais de gosto têm sido extremamente animadores."
Estômago artificial - Os cientistas usaram um "estômago artificial" para testar a eficácia dos 60 tipos diferentes de fibras naturais ao medir o quanto cada um afeta a digestão da gordura. O estômago artificial é um aparelho que replica as reações físicas e químicas do estômago humano.
As descobertas foram apresentadas na Sociedade Americana de Química, durante uma conferência em San Francisco, nos Estados Unidos.
"Há inúmeros relatos de curas milagrosas para se perder peso, mas apenas alguns poucos casos têm evidência científica sólida para amparar esses relatos."
Alginatos já são atualmente adicionados a alguns alimentos em pequenas quantidades, para aumentar a sua consistência.
Para o diretor do National Obesity Fórum (NOF), uma entidade britânica que reúne médicos e estudiosos, a descoberta é "interessante".
"A pesquisa parece interessante, mas nós só podemos começar a recomendar [as algas] se os cientistas conseguirem gerar boas provas após testes rigorosos."

Fonte: Folha Online

Instituto Nokia de Tecnologia desenvolve software que ajuda a reduzir casos de dengue no Amazonas

Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que o número de casos de dengue cresceu mais de 100% nas primeiras seis semanas deste ano, em relação a 2009. Foram registradas até agora 108.640 ocorrências em todo país. O grande aumento foi provocado pelas altas temperaturas e pelas chuvas acima da média para o período. Questões sociais como as dificuldades para controlar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti levaram o Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) a trabalhar no desenvolvimento de soluções que possam ter um papel fundamental para reverter este cenário negativo.
O Nokia Data Gathering (NDG) é um software desenvolvido pelo instituto, que ajuda organizações a coletar dados de pesquisas de campo de forma rápida e enviá-los em tempo real. Esta nova tecnologia, que substitui formulários em papel, garante resultados mais seguros. Com a adoção desta ferramenta, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), por exemplo, registrou em 2009 uma importante redução de casos de dengue na região metropolitana de Manaus.
Lançado em 2008, o NDG permite às organizações criar questionários detalhados para distribuição em diversos aparelhos móveis por meio da rede celular. Agentes podem preencher o questionário no visor do aparelho e mandar as informações em seguida para um servidor central. O sistema também possibilita o uso do geotag (marcação geográfica) com informações de GPS, que permitem identificar em um mapa os pontos exatos onde a coleta foi realizada.
“O formato convencional de pesquisas exige o transporte de muitos formulários, além de existir sempre o risco de preenchimento incorreto e conseqüente demora na análise e compilação dos dados”, diz André Erthal, diretor da área de Experiência em Serviços do INdT.
A tecnologia do Nokia Data Gathering garante a transmissão de dados quase em tempo real, por meio da conexão GPRS das redes GSM. Em locais onde não há rede, os dados ainda podem ser armazenados em um cartão de memória e enviados quando o sinal se restabelecer. Ainda há a possibilidade de envio de dados para um computador via Bluetooth (sem fio), cabo USB ou pelo próprio cartão de memória.
A SUSAM vem utilizando o Nokia Data Gathering desde outubro de 2008 na prevenção de doenças. A partir deste ano, especialistas de saúde saíram às ruas da região metropolitana de Manaus, munidos de aparelhos Nokia E61 e Nokia E71, para obter e registrar dados sobre comportamentos preventivos e sintomas da dengue.
Foram coletados mais de oito mil resultados em campo na zona leste da capital amazonense, onde a maioria dos casos estava sendo registrada. Os dados recolhidos ao longo da campanha serviram de suporte aos inquéritos bimestrais realizados para o levantamento rápido de presença de larvas do mosquito Aedes Aegypti em residências e outros edifícios.
Segundo o Secretário Estadual de Saúde do Estado do Amazonas, Agnaldo Costa, durante a campanha 2007/2008 para a prevenção da dengue, 3.522 casos foram identificados em Manaus. Com o suporte da ferramenta via celular, o número de ocorrências na campanha 2008/2009 foi reduzido para 245. O resultado ajudou o Amazonas a sair da lista do Ministério da Saúde que indica os estados que mais contribuem para a proliferação da dengue no Brasil.
A tecnologia do NDG é flexível e permite a customização de formulários e questões destinadas a outras áreas em que a obtenção remota de dados também é fundamental, como agricultura, censos, serviços emergenciais e suporte a crianças carentes, entre outras.
A Nokia disponibiliza gratuitamente licenças para o uso do software a organizações do setor público e ONGs e trabalha com vários outros órgãos públicos na Ásia e América Latina para implantar o serviço.

Saiba mais: http://www.nokia.com/datagathering