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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Operação de Ibama e Polícia Federal prende grupo envolvido com tráfico de castanheira

Uma operação conjunta entre Polícia Federal e Ibama resultou na prisão de três pessoas acusadas de envolvimento com a exploração e comércio ilegais de madeira.
Segundo os órgãos, o grupo trabalha com a extração de castanheiras na região de Marabá (PA), de onde eram transportadas clandestinamente para o Rio Grande do Sul. Uma pessoa, que também teve o mandado de prisão emitido, ainda está foragida.
Os nomes das empresas e dos envolvidos está sendo mantido sob sigilo pelo Ibama e pela PF.
Desde abril, foram apreendidos duas carretas com um total de 100 m3 de castanheira. O material era extraído por uma madeireira da região de Marabá (PA) e usado em uma fábrica de carrocerias de caminhão em Três Cachoeiras, região litorânea do Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo fazia o transporte da castanheira utilizando documentação falsa, declarando outro tipo de madeira. Os responsáveis devem ser multados em R$ 30 mil.
Segundo o Ibama, a operação desta quarta-feira, chamada de Acuti, é o desdobramento de outras 35 autuações que o órgão tem feito desde 2007 – Operação Jaguar.
Regis Fontana, responsável pela fiscalização no Rio Grande do Sul, diz que todas elas envolvem um mesmo grupo familiar que usa empresas de fachada no comércio clandestino da castanheira.
Até janeiro deste ano, o grupo já foi multado em R$ 931 mil. No entanto, essa é a primeira vez que foram realizadas prisões, já que anteriormente as operações não tinham participação da polícia.
Ainda de acordo com o Ibama, o grupo trabalha com cerca de 80 carretas e, além do Rio Grande do Sul, já teve apreensões em Petrolina (PB) e São José do Rio Preto (SP). A Polícia Federal investiga se a madeira também estaria sendo usada na fabricação de barcos.
Acuti, nome da operação de quarta-feira, é a forma como a cotia, animal que espalha sementes da castanheira na floresta, é chamada na língua guarani.

Fonte: Filipe Motta/ Folha.com




Animais enviados pelos Correios são apreendidos no Ceará

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Ceará realizou 12 apreensões de animais que seriam enviados pelos Correios entre maio e agosto deste ano. Segundo o Ibama, o número de apreensões no Ceará aumentou com a utilização de aparelhos de raios X pelos Correios.
Os bichos que foram apreendidos seriam enviados ilegalmente pelos Correios para os estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo o Ibama, é necessário ter autorização do órgão e do governo para enviar espécies pelos Correios.

Fonte: G1

Fazendeiro cria minivacas nos EUA que produziriam menos gás metano

Um fazendeiro nos Estados Unidos está criando vacas em miniatura que teriam menos impacto sobre o meio ambiente.
O gado de pecuária é responsável por grande parte das emissões de metano no mundo, um dos gases que mais contribui para o aquecimento global.
Hoje há 26 raças de “minivacas” no mundo. Na maior delas, as vacas têm pouco mais de um metro de altura. Algumas vacas chegam a medir menos de 80 centímetros.
“Quando comecei a experimentar a criação deste gado em miniatura, todo mundo pensou que eu estava louco”, disse à BBC o professor e fazendeiro Richard Gradwohl, que desenvolveu 18 das 26 raças em seu centro de pesquisa.
Impacto ambiental – Seu objetivo inicial era criar os animais para abastecer sete mercados diferentes, mas logo que começou a trabalhar com o gado ele percebeu que poderia haver uma redução do impacto ambiental da sua atividade.
“Depois de investigar durante muitos anos, descobrimos que elas produzem muito menos metano”, diz Gradwohl. Segundo o professor, dez vacas em miniatura geram o mesmo metano de uma vaca de tamanho normal.
“Além disso, em um terreno de cinco hectares, onde cabem duas vacas, entram dez minivacas”, afirma.
O rendimento de cada hectare por quilo de carne também é maior. Isso acontece devido à relação entre o peso do animal vivo e a quantidade de carne comestível.
“Quando uma vaca de 450 quilos vai ao matadouro, ela perde cerca de 40% em ossos, cabeça e órgãos internos. O gado perde então uns 270 quilos. Quando se converte isso em carne comestível, se perde outros 20%. E finalmente ela acaba com 21 quilos”, explica Gradwohl.
“Em um animal pequeno, se perde muito menos. A vaca pesa 270 quilos. Quando vai ao matadouro, em vez de perder 40% do peso, ela perde apenas 30%, e quando se converte isso em carne comestível, em vez de 20%, se perde 15%. Então um animal pequeno pode produzir até 160 quilos de carne comestível.”
Ao aumentar o rendimento por hectare, os ranchos precisam de menos terreno para produzir a mesma quantidade de carne.
Nos Estados Unidos, onde o consumo de carne bovina por peso é de 43 quilos – há apenas 20 mil minivacas.

Fonte: G1

Alterações climáticas batem recorde no mundo inteiro

A previsão dos meteorologistas é de que as situações extremas – tempestades, enchentes, frio, calor – devem ficar cada vez mais extremas.
Como está o clima na sua cidade? Está frio ou fazendo um calorão? Esta é uma temporada de extremos no clima: seca no Centro-Oeste, neve no Sul do Brasil e um calor fora do comum na Europa. O que está acontecendo?
Quando não é calor demais, é neve demais. O clima no mundo bate recordes. Um relatório do Centro de Dados Climáticos dos Estados Unidos revela que os primeiros sete meses de 2010 foram os mais quentes desde que os institutos de meteorologia começaram a monitorar a temperatura no mundo, há mais de um século. A temperatura média ficou 0,68ºC acima da média do século 20.
O recorde leva em consideração a temperatura da superfície da Terra com a da água na superfície dos oceanos.
“Nós medimos as temperaturas nos oceanos e na terra e combinamos os resultados para chegar a uma temperatura média global”, explica o físico Andrew Lacis, do Instituto Goddard, da Nasa, que estuda o clima mundial.
Estudos meteorológicos feitos nos Estados Unidos revelam que todas as estações estão mais quentes. O inverno foi rigoroso, mas durou menos. Em Nova York, o mês de julho foi o mais quente dos últimos dez anos. E a temperatura provoca consequências severas no clima. É que o sistema climático está todo conectado.
As enchentes já mataram 1,5 mil pessoas no Paquistão nas últimas semanas. Milhões de desabrigados buscam ajuda em desespero. As Nações Unidas fizeram um apelo para tentar arrecadar quase US$ 500 milhões e ajudar a reconstruir o país.
No Sul do Brasil, a frente fria voltou a atacar. Flocos brancos de gelo caíram nas duas últimas semanas e um fenômeno raro: foi tanta neve que ela ficou acumulada em alguns municípios. A temperatura mínima chegou a -3,6ºC em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul.
Desde o início do ano, em vários continentes, o planeta Terra vem surpreendendo com as mudanças no clima.
O verão brasileiro no Sudeste teve temperaturas máximas acima da média histórica. Do outro lado do mundo, em Pequim e Seul, houve a maior nevasca dos últimos 60 anos.
Na Rússia, os meteorologistas alertam que Moscou pode ser coberta de fumaça novamente nos próximos dias. A cidade sofreu em função dos incêndios em florestas e plantações na região. A seca na Rússia é a mais grave dos últimos 130 anos.
E por que o clima está tão maluco?
"Com o aumento da temperatura, mais energia é liberada no sistema meteorológico", explica Andrew Lacis.
Essa energia a mais provoca os chamados eventos climáticos extremos, como a festejada neve brasileira.
“Em alguns períodos, nós vamos observar períodos de temperaturas muito baixas, porque essa também é uma das características de um mundo mais aquecido, onde a diferença de temperatura entre os pólos e as regiões mais quentes tende a aumentar e isso faz com que alguns episódios de frio sejam intensos. A diferença é que esses episódios de frio são um pouco mais curtos”, esclarece o climatologista Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
E o que vai acontecer no futuro? A previsão dos meteorologistas é de que as situações extremas – tempestades, enchentes, frio, calor – devem ficar cada vez mais extremas.

Fonte: Ambiente Brasil

Greenpeace faz protesto na praia de Copacabana, no Rio

Ativistas do grupo Greenpeace fizeram um protesto na manhã deste domingo (15), na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Eles cobriram os corpos com uma pasta negra que simula petróleo e percorreram a orla. O gesto representa o perigo real de acidentes envolvendo plataformas de petróleo em águas profundas.
O óleo usado na manifestação foi feito à base de óleo de amêndoa, corante à base de água e amido de milho.
Segundo o coordenador de voluntariado da ONG, Pedro Torres, o objetivo é mostrar que o vazamento de óleo que ocorreu em uma plataforma no Golfo do México pode acontecer em qualquer praia da costa brasileira.
“É fundamental que o Brasil invista em energia renovável. Então que se invista em energia eólica, em energia solar, pequenas centrais hidrelétricas. Todo dinheiro que está sendo investido no pré-sal, poderia estar sendo investido em ciência e tecnologia, e na exploração de novos parques eólicos, parques solares pelo Brasil afora”, disse ele.
A manifestação também aconteceu em Salvador (BA) e Recife (PE).

Fonte: G1

Polícia apreende 87 pássaros em feira em Caxias/RJ

Policiais do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente (BPFMA) apreenderam 87 pássaros silvestres em uma feira livre em Caxias, na Baixada Fluminense, na manhã deste domingo (15). As informações são do próprio batalhão.
Segundo a polícia, os animais apresentavam sinais de maus-tratos e estavam em gaiolas muito pequenas.
Quatro pessoas foram detidas e levadas para a Polícia Federal, em Nova Iguaçu, também na Baixada.

Fonte: G1

Filhote de urso é salvo após duas semanas com cabeça entalada em pote na Flórida

Um filhote de urso foi salvo na Flórida (EUA) por um grupo de veterinários após passar mais de duas semanas com a cabeça presa em um pote de geleia.
O filhote, que recebeu o apelido de “Jarhead” (cabeça de pote, em inglês) teria ficado preso ao procurar comida em uma pilha de lixo na cidade de Weirsdale.
Segundo os veterinários da Comissão de Conservação da Pesca e da Vida Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês), o urso morreria em poucos dias se não fosse libertado do pote, por não conseguir comer ou beber água.
Para conseguir retirar o pote de sua cabeça, os veterinários precisaram primeiro sedar a mãe do filhote.
Moradores da região começaram a ligar para a FWC há duas semanas para relatar terem visto o urso com o pote preso à cabeça.
O filhote, com a mãe e dois irmãos, eram vistos regularmente procurando comida em depósitos de lixo de Weirsdale.
Armadilhas – Os veterinários haviam tentado capturar o urso com armadilhas, mas não tiveram sucesso.
Após oito dias de aparições na cidade e dois dias sem serem vistos, os especialistas começaram a temer pela vida do filhote.
Mas na sexta-feira, quando os ursos retornaram, a equipe da FWC foi chamada ao local.
Eles atiraram uma seta com tranquilizante na mãe ursa, antes de agarrar o filhote rapidamente, apenas pelo tempo necessário para retirar o pote de sua cabeça.
Os veterinários mantiveram depois a família de ursos sob vigilância por um dia antes de devolvê-los ao seu habitat natural.
“Ainda que pareça que esta história tem um final feliz, na realidade ilustra uma das piores coisas que podem acontecer quando animais selvagens se alimentam de lixo deixado pelos humanos”, afirma um comunicado na página da FWC na internet.

Fonte: Folha.com