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quinta-feira, 18 de março de 2010

“Arca de Noé verde” no Ártico supera 500 mil espécies

O banco de sementes instalado sob uma montanha de Longyearbyen, capital do arquipélago norueguês situado a quase 1.000 km do pólo Norte. Popularmente conhecida como a "Arca de Noé verde", o banco de sementes, superou a barreira de 500 mil espécies e de acordo com os administradores, se tornou a coleção de sementes mais variada do mundo.
A reserva de sementes é destinada a proteger a biodiversidade vegetal ameaçada pelas mudanças climáticas, as guerras e as catástrofes naturais. E nesta última quinta-feira (11), recebeu em particular as sementes de um feijão silvestre da Costa Rica, que resiste a um fungo devastador, e as de um morango silvestre recolhido na margem de um vulcão das ilhas russas Sakhalin, após uma expedição de três dias em uma região cercada por ursos.
Em um comunicado, Cary Fowler, diretor do Fundo Mundial pela Diversidade dos Cultivos (GCDT), afirmou que "chegar ao meio milhão provoca emoções variadas porque, se isto mostra que o banco de sementes de Svalbard é agora a medida de referência da diversidade, o acontecimento ocorre também em um momento em que nossa agricultura está por um fio. Se as espécies vegetais e a agricultura não se adaptarem às mudanças climáticas, a humanidade também não poderá fazê-lo",
Esta reserva de sementes funciona como uma rede de segurança: conserva em condições ótimas, a -18ºC, o dobro de grãos armazenados em 1.400 bancos de genes existentes, os quais nem sempre estão em bom estado. A reserva pode receber até 4,5 milhões de amostras, que continuam sendo propriedade dos que as depositaram. Mas não deixam de ser de certa forma, de toda a humanidade.

A diplomacia do atum vermelho

A diplomacia do atum vermelho entrou em ação nos corredores da conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES) de Doha, antes da abertura das discussões sobre a proposta de Mônaco de suspender as exportações da espécie.
"Não há nada decidido. Há muita agitação", disse na segunda-feira (15), à AFP, Patrick Van Klaveren, embaixador do México na Convenção da CITES, que se pronunciará até 25 de março sobre à medida que atinge o atum vermelho do Atlântico oriental e do Mediterrâneo.
"O que nós pedimos é que se deixe esta espécie em paz durante cinco ou dez anos, para dar a ela uma chance de evitar a catástrofe anunciada", afirmou o embaixador.
Mas o Japão, que consome aproximadamente 80% da pesca mundial da espécie, ou a Turquia, um país pesqueiro, já trabalham contra a proposta de Mônaco.
"A técnica de 'lobbying' do Japão é temerária", denunciou Van Klaveren. "Três ou quatro pessoas da delegação percorrem permanentemente as salas de reunião, dirigindo-se aos países em vias de desenvolvimento, assustando-os a respeito do futuro de suas próprias reservas, com comentários do tipo 'a vez de vocês vai chegar'. As ilhas do Pacífico e da Ásia são bastante sensíveis" a estes argumentos, explicou.
"São ameaçados", reforçou Sue Lieberman, diretora política do Pew Environment Group.
No domingo, a delegação japonesa organizou um encontro com países africanos. "Estamos acostumados", contou um delegado africano. "Eles fazem o mesmo antes de cada comissão baleeira. Na última vez, levaram inclusive dez delegados da Guiné para o Chile, com todas as despesas pagas", acrescentou.
No entanto, embora não tenha apresentado uma contraproposta, o "Japão não é favorável a continuar com a exploração no ritmo atual", reforçou Van Klaveren.
"Recebemos certos sinais da indústria japonesa, que está muito preocupada com o risco de colapso das reservas", acrescentou, citando uma empresa como a Mitsubishi, que possui aproximadamente 60% das 55.000 toneladas de atum vermelho congelado no Japão.
As ONGs alertaram Van Klaveren sobre "a atividade" levada adiante pela Tunísia, país pescador de atum, entre os membros da Liga Árabe (22 países) para convencê-los a votarem contra o projeto de resolução de Mônaco, o que foi confirmado por Wael Hmaidan, da organização libanesa IndyAct, que na segunda-feira tentou organizar uma reunião entre Van Klaveren e a delegação tunisiana.
Esta se declarou "escandalizada" com tal suspeita.
"Todo mundo se mobiliza. Nós expressamos nossa posição, sem fazer nada para que os outros a compartilhem", assegurou Jaled Zahlá, que dirige a delegação tunisiana.
A Tunísia "se oporá a qualquer inscrição do atum na CITES", disse, sustentando que "este não é um assunto da CITES, mas da ICCAT", a Comissão Internacional para a Conservação de Atuns do Atlântico.
Mônaco desejaria que a União Europeia se envolvesse mais na defesa da sua posição, a qual apoia oficialmente, embora com uma aplicação adiada até os próximos trabalhos científicos da ICCAT, previstos para novembro.
Mas a UE é dirigida atualmente pela Espanha, um dos principais pescadores de atum, ao lado de França e Itália. E, de fato, segundo um de seus delegados, a UE tem muitas dificuldades em chegar a um acordo sobre o caso.
Até o momento, Mônaco conta com o apoio de Estados Unidos, Noruega, Suíça, Colômbia, Costa Rica, Equador e Sérvia. Mas, segundo fontes europeias, "Canadá, Austrália e Brasil se absterão, e a África ocidental ainda está indecisa".
Quanto à China, o país é, assim como o Japão, hostil a que a CITES se intrometa na gestão das espécies marinhas comerciais, afirmou Sue Lieberman.

Fonte: Yahoo!

Animais "expulsos" pelo Rodoanel são encaminhados para o Parque do Ibirapuera

Lendo uma notícia no portal da Folha de São Paulo fiquei horrorizada ao ver a quantidade de animais silvestre atendidos na Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre - uma espécie de hospital de animais ligado à Prefeitura de São Paulo, dentro do parque Ibirapuera. Até o dia 12 de março foram atendidas 221 espécies que chegaram ali vindos das obras do trecho sul do Rodoanel.
De acordo com os biólogos da divisão, não era comum chegarem animais silvestres daquela região. Depois que as obras começaram os bichos feridos vindos de lá já representam 4,7% de todos os atendidos no período.
Com estas informações me preocupo ainda mais com as grandes obras que envolvem a cidade, pois causam inúmeros impactos ambientais aos animais silvestres, e mais uma vez prevalece o descaso de nossos governantes a questão ambiental. Muitas das espécies correm risco de extinção local, se perderem seu habitat. É o caso dos bugios, preguiças-de-três-dedos, quatis e cuícas, além de aves como o juriti-piranga, cuiú-cuiú e tucano-do-bico-verde.
No centro de tratamento do parque Ibirapuera com tantos outros distribuídos no Brasil, os animais silvestres recebem medicamentos, passam por reabilitações pós-cirúrgicas e depois são soltos na natureza ou enviados a cativeiro. A maior preocupação é que os animais que voltam à natureza dia a dia se deparam com realidades diferentes. Imagine você ser um pássaro e ao voltar do médico não encontra sua casa no mesmo local, demoliram-na, é o mesmo que ocorre com estes animais, o homem não sabe respeitar o espaço do outro.



OMS afirma que apesar da melhora, a falta de água potável e de saneamento mata anualmente 1,5 milhão de crianças no mundo

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estima-se que o mundo irá alcançar o Objetivo do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável. Faltando cinco anos para encerrar o prazo estipulado para atingir a meta, temos hoje 87% da população mundial com fontes de abastecimento de água potável.
Mesmo com o avanço em relação à água potável, os números sobre o saneamento básico ainda são alarmantes. 39% da população mundial - aproximadamente 2,6 milhões pessoas – continuam sem esse serviço. De acordo com a OMS e Unicef, o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças de até 5 anos, e as crianças e mulheres são as mais atingidas pelas dificuldades no acesso á água e à falta de saneamento básico.
O estudo abrangeu dados de 209 países, onde em algumas regiões, houve mais avanços, como no Sudeste da Ásia. O relatório cita, por exemplo, que defecar ao ar livre caiu consideravelmente no continente. Em todo o mundo, essa prática diminuiu de 25%, em 1990, para 17% em 2008, o que significa que 168 milhões passaram a ter acesso a sanitários.
O documento cobra ações imediatas das instâncias governamentais e não governamentais para acelerar o acesso à água potável e garantir condições de saneamento a todas as populações do mundo.



Mais madeira ilegal é apreendida, agora é na Bahia

Neste final de semana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 20 metros cúbicos de madeira ilegal, ou seja, o equivalente a 28 toneladas.
Houve três operações de fiscalização nas rodovias federais no estado da Bahia. As cargas foram apreendidas na BR-242, região da Chapada Diamantina, na BR-330, região de Jequié (BA), e na BR-101, município de Itamaraju (BA).
A madeira apreendida estava sem a documentação de origem e sem a autorização obrigatória do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Dois homens, de 24 e 26 anos, foram detidos por crime ambiental durante as operações.
Em continuação durante a semana, as operações contra crimes ambientais na Bahia, apreendeu, na terça-feira (16), 37 metros cúbicos de madeira nativa e oito metros cúbicos de carvão vegetal sem documentação.
De acordo com a PRF, de janeiro deste ano até esta terça, foram apreendidos nas rodovias federais do estado 105 metros cúbicos de madeira e 167 metros cúbicos de carvão em situação irregular.
A madeira foi apreendida nas rodovias BR-242 e BR-110, nos municípios de Ibotirama (BA) e Paulo Afonso (BA). Pelo menos três pessoas foram presas na operação. A PRF afirma que não foram apresentados documentos como Nota Fiscal, Guia de Controle Ambiental, nem o Documento de Origem Florestal da madeira.
Em Ilhéus (BA), um homem foi preso pelo transporte de 8 metros cúbicos de carvão de madeira nativa, da cidade de Nova Itarana (BA). A mercadoria, também sem documentação, estava em um caminhão.
Sabemos que o trafico de madeira ilegal é grande no Brasil, e esta apreensão é simbólica perto do que se comercializa. Precisa haver mais fiscalização, policiais honestos e vontade política para que esses criminosos sejam capturados, o que infelizmente os “grandes criminosos” ficam ilesos de seus crimes.
Mas nós temos um grande poder nas mãos, NÃO COMPRANDO MADEIRA ILEGAL E SEMPRE EXIGIR SEU CERTIFICADO DE ORIGEM e verificar se não é um documento falso junto ao IBAMA.

Latino-americanos debatem qualidade do serviço de saneamento

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Silvano Costa, afirmou, na abertura da 2ª Conferência Latino-americana de Saneamento (Latinosan), em Foz do Iguaçu, Paraná, que ter acesso aos serviços de saneamento já não é mais suficiente. Segundo ele, o fundamental é ter qualidade nos serviços prestados. O secretário disse que o encontro que vem acontecendo em Foz do Iguaçu (PR), desde domingo (14), propicia o intercâmbio de informações, experiências, erros e aprendizado entre os países. "A partir desta troca será possível traçar ações estratégicas para a universalização dos serviços de saneamento básico", explicou. Dezessete países latinos participam do encontro.
Silvano Costa lembrou que o Brasil já dispõe de valiosos instrumentos legais para melhor atuação no setor de saneamento, como a Lei de Saneamento (11.445/07), que leva em consideração o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Tem também o Plano Nacional de Saneamento, previsto para ser concluído em 2010; o Plano sobre Mudança do Clima; o Compromisso pelo Meio Ambiente, Saúde e Saneamento Básico lançado pelo MMA em dezembro passado. Outro instrumento é a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados.
"A Política de Saneamento Básico deve estar em harmonia com as políticas de saúde, meio ambiente, de recursos hídricos, de desenvolvimento urbano, de habitação e com as demais que lhe sejam correlatas", disse Costa. Na segunda-feira (15) pela manhã, no painel "Impacto das Mudanças Climáticas no Saneamento", Silvano Costa reafirmou a importância da sinergia entre as áreas e ressaltou a importância do trabalho articulado e bem planejado para a mitigação e adaptação às alterações do clima.
A 2ª Latinosan dá continuidade às discussões iniciadas no encontro, realizado em 2007, em Cali, na Colômbia. Na ocasião, 17 países assinaram a "Declaração Ministerial de Cali", onde consta os objetivos de priorizar o saneamento nas políticas nacionais de desenvolvimento; o apoio para o alcance aos objetivos do milênio e a cooperação intergovernamental na América Latina.
A conferência continua até a próxima quinta-feira (18) com discussões sobre a busca para melhorar o bem estar da população, com ênfase no combate à pobreza, prestação de serviços de saneamento básico e gestão dos recursos naturais. Os conteúdos dos painéis vêm sendo apresentados em reuniões plenárias, seminários e mesas-redondas e contam com a presença de especialistas nacionais e internacionais.

Fonte: MMA

Setor químico defende o uso das sacolas plásticas, já o governo e supermercados desestimulam o uso

Demorou, mas as grandes redes de supermercados estão tendo atitudes decisivas no uso das sacolas plásticas no Brasil.


A rede de supermercados Walmart lançou nesta sexta-feira (12) um programa de caixas preferenciais e descontos simbólicos ao consumidor que utilize sacolas retornáveis. Para cada sacola plástica que o cliente deixar de usar ou cinco itens adquiridos (quantidade média de produtos embalados em uma sacola, segundo estudo do Instituto Akatu), será dado R$ 0,03 de desconto (valor este que corresponde ao custo unitário de cada sacola). Sendo assim, numa compra de 200 itens, o cliente ganhará R$ 1,20. O projeto é ainda piloto, tendo apenas três lojas na campanha, mas a previsão é de atingir todas as 436 unidades da rede em dois meses.

Outra empresa que aderiu a idéia do NÃO as sacolas plásticas em evento com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta segunda-feira (15) foi à rede de supermercados Carrefour que prometeu oficialmente que interromperia em quatro anos o uso de sacolas plásticas.

Estas iniciativas têm gerado discussão com o setor químico, que discorda das ações. O engenheiro químico Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastvida Instituto Socioambiental dos Plásticos - entidade que representa institucionalmente o setor - afirmou que o uso das sacolas plásticas não pode ser proibido. "Não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas, que são reutilizáveis e 100% recicláveis". Ele afirmou, ainda assim, ser a favor das sacolas retornáveis e das sacolas biodegradáveis, mas que a opção deve ser sempre do consumidor, até porque muitos as utilizam como saco de lixo. Além disso, defende que o produto seja utilizado de forma consciente e que sejam seguidas as normas técnicas ABNT para sacolas de qualidade, para evitar o desperdício.

Eu, como gestora ambiental e ambientalista, discordo dos argumentos levantados pelo Engenheiro Químico sobre não haver alternativas consistentes, alternativas já existem, até por que antes não haviam sacolas plásticas e a sociedade vivia sem maiores problemas. E por que não dizer nos dias de hoje, as sacolas ecológicas ou ecobags que a cada dia são mais modernas e resistentes. Afinal, ela pode ser reutilizada infinita vezes.

Outra alternativa seriam as caixas de papelão que chegam os produtos, alguns supermercados já adotam essa prática, até por que o tempo de decomposição deste material na natureza é incomparável em relação ao plástico.

Carlos Minc anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, Dia Mundial do Meio Ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. O Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano, segundo estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Soluções estão aparecendo para combater o problema das sacolas plásticas no mundo, basta que cada cidadão faça a sua parte. Assim, 200 diferentes espécies marinhas, incluindo baleias, golfinho e tartarugas poderão tirar de seu cardápio as maléficas sacolas plásticas.