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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Circuito Mantiqueira

Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal, Monteiro Lobato, Pindamonhangaba, Piquete e o Distrito de São Francisco Xavier são unidos pela vocação turística comum, onde se destacam turismo ecológico, de aventura, rural, cultural, gastronômico e histórico, e os sete municípios iniciaram um trabalho integrado, o Circuito Mantiqueira.
A origem do projeto partiu do consenso dos prefeitos dos municípios. Com o intuito de fomentar o turismo, aproveitando a localização, atrativos naturais, proximidades e características, surgiu a idéia em criar-se um circuito turístico ordenado e que as coloque em destaque e com melhor visibilidade perante as agências de turismo e o consumidor final – o turista.
O potencial turístico dos sete municípios é grande, vejam alguns deles:
- Pindamonhangaba: Conhecida como “Cidade dos Barões” ou a “Princesa do Norte”, teve grande evolução no ciclo do café, deixando em sua arquitetura imponentes casarões coloniais, os sinais da prosperidade à época. Seus palacetes e casarões oitocentistas, parques e jardins são pontos de visitação obrigatória. Sem contar com a bucólica Estrada de Ferro que proporciona passeios pelos recantos da serra, desde o pé da serra até Campos do Jordão passando por Santo Antonio do Pinhal.
- Piquete: A cidade é cercada pelas belezas naturais que englobam o imponente Pico dos Marins (2.400 m de altitude) e uma visão de 3600 fantástica. Os maciços rochosos em seu entorno são ideais para a prática do montanhismo. Com uma vegetação, fauna e flora preservadas tornam-se atrativos à parte para quem aprecia a natureza e não abre mão da comida típica da região.
- Monteiro Lobato: A cidade abrigou durante anos o escritor que lhe empresta o nome. A fazenda Buquira, onde Lobato morou, teve seu nome mudado para Sítio do Pica Pau Amarelo, em homenagem a uma das suas mais notáveis obras. Possui um museu onde guarda pertences do escritor que residiu na cidade entre 1911 e 1917. Dotada de vegetação exuberante, com trilhas e cachoeira é um convite para quem curte cultura, história e natureza.
- São Francisco Xavier: Distrito de São José dos Campos mantém a natureza quase intocada. Cercada de montanhas e campos quase sempre floridos, chalés românticos e charmosos são um convite aos apaixonados. A gastronomia se destaca com os produtos produzidos na região como: shitake, cachaça, mel, queijos, trutas e doces em geral.
- São Bento do Sapucaí: É onde se situa a Pedra do Baú, paraíso dos praticantes dos esportes radicais. Oferece uma boa rede de hospedagem e empresas de apoio para os esportes de aventura, como a escalada e vôo livre. Com forte influência mineira, sua culinária é composta por comida farta e variada, onde nunca falta feijão, torresmo, costelinha de porco e couve bem picadinha.
- Santo Antonio do Pinhal: O clima é similar ao de Campos do Jordão, porém menos fria. Suas águas minerais, radioativas, ferruginosas e magnesianas são bastante procuradas devido suas propriedades terapêuticas. Do Pico Agudo (1700 m de altitude) saltam diariamente adeptos de vôo livre. Sua formação geológica favorece a prática de esportes radicais. Suas matas preservadas são um ótimo convite a passeio, onde é possível contemplar riachos e cachoeiras.
- Campos do Jordão: A montanha magnífica é a cidade mais lembrada no período de inverno. Lá ocorre o tradicional Festival Internacional de Inverno e irresistível festivais gastronômicos. Dotado de invejável parque hoteleiro com 9 mil leitos e 13 mil casas de veraneio, a cidade reúne mais de 1 milhão de turistas entre os meses de junho e julho, considerados como alta temporada. Com cerca de 2/3 de sua área preservada, constitui-se uma importante reserva de biodiversidade

Desfrute a natureza em nossa região e contemple a riqueza natural que temos.

Países da Amazônia Sul-Americana debatem estratégias de preservação em fórum internacional

Até o próximo dia 6 acontece o II Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Sul-Americana. Estão previstas atividades no Brasil, Peru e Bolívia, sendo que o encerramento será em Porto Velho, Rondônia.
Os três países discutem a preservação da Amazônia e o crescimento socioeconômico da região. O evento é promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros, FNE, e a ONG Engenheiros Solidários.
A geração de energia sustentável é um dos temas a serem abordados, assim como a produção sustentável, o meio ambiente, ciência e tecnologia. As discussões levarão em conta a realidade de todos os países da Amazônia Sul-Americana, Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname e Venezuela.
Segundo a organização, além das palestras, os participantes vão realizar visitas técnicas às usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio e nas obras da Estrada do Pacífico. “A Estrada do Pacífico, ao longo de seus mais de 2 mil quilômetros, tem soluções inovadoras de engenharia e está em sua fase final de acabamento. É importante acompanhar de perto a construção estratégica ao desenvolvimento da região”, destacou o presidente da ONG Engenheiros Solidários, Sebastião Fonseca.

Fonte: Ambientebrasil

Países ricos doarão US$ 4 bilhões para combater o desmatamento

Apesar da crise econômica, os países ricos doarão quatro bilhões de dólares até 2012 para combater o desmatamento, um dos principais fatores de aquecimento do planeta, anunciou-se nesta quinta-feira, em Oslo, onde é realizada uma reunião internacional sobre o tema.
Esta quantia representa um aumento de 500 milhões de dólares em relação aos 3,5 bilhões prometidos por seis países – Estados Unidos, Noruega, Japão, Reino Unido, França e Austrália – durante a conferência de Copenhague, em dezembro de 2009.
Chegar a esta quantia foi possível pela entrada em cena de novos Estados, entre eles a Alemanha (350 milhões de euros) e a Dinamarca, indicou a Noruega, o país anfitrião da Conferência sobre Florestas e Clima.
“Nesses tempos de globalização dos mercados, as florestas valem mais mortas do que vivas. Nós nos comprometemos a mudar essa equação”, declarou o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg.
Segundo o Painel Intergovernamental de Especialistas da ONU sobre a Evolução do Clima (IPCC), o desmatamento representa 17% das emissões globais de gás de efeito estufa, algo mais que o setor do transporte.
A luta contra o desmatamento pode representar um terço das medidas necessárias até 2020 para limitar a 2 graus centígrados o aquecimento do planeta, segundo a Noruega, país pioneiro na questão junto com a França, que organizou, em março passado, uma primeira conferência em Paris.
“Frear o desmatamento e a degradação das floretas permite as reduções mais importantes, as mais rápidas e as mais baratas das emissões mundiais”, acrescentou Stoltenberg.
Indagado sobre a capacidade dos países desenvolvidos para cumprir com seus compromissos em tempos de problemas orçamentários, Stoltenberg enfatizou a necessidade de mobilizar diferentes fontes de financiamento, além das ajudas públicas.
O primeiro-ministro norueguês citou financiamentos alternativos (a taxa das emissões de CO2, imposto sobre as passagens de avião) ou fundos privados voluntários. O riquíssimo financista George Soros, presente em Oslo, disse estar disposto a dar seu apoio.
Em Copenhague, Noruega e Estados Unidos prometeram um bilhão de dólares (cada um), a França 375 milhões, o Japão 500 milhões, o Reino Unido 480 milhões e a Austrália 120 milhões.
“É estimulante ver essas promessas na mesa, mas é preciso considerar de que maneira o dinheiro será gasto”, afirmou Susanne Breitkopf, uma dirigente do Greenpeace, que deseja privilegiar a preservação das floretas virgens ao invés de adotar medidas de correção.
O encontro de Oslo serviu também para gerar uma associação internacional que agrupa meia centena de Estados que têm a intenção de criar um banco de dados sobre as medidas contra o desmatamento, seu financiamento e seus resultados.
Entre 2000 e 2010, o desmatamento provocou uma perda bruta (sem contar o reflorestamento) de 13 milhões de hectares de florestas anuais, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Fonte: Yahoo!



Minas Gerais lidera desmatamento na mata atlântica

A exploração de carvão para siderurgia fez com que o Estado de Minas Gerais se tornasse o líder do desmatamento na mata atlântica entre 2008 e 2010. Os dados são do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado na quarta-feira (26) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela ONG SOS Mata Atlântica.
O atlas avaliou a mudança na cobertura florestal do bioma mais ameaçado do país (do qual restam apenas 7,9% da vegetação original) em nove Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A área avaliada equivale a 72% da área total do bioma.
No período, foram desmatados 20.867 hectares. Houve queda na média do desmatamento no período, embora Minas tenha aumentado sua derrubada em 15% (12.524 hectares) e o Rio Grande do Sul, em 83% (1.897 hectares).
Em Santa Catarina, tradicional Estado campeão do desmatamento, a derrubada caiu em 75%, apesar da implementação de um código ambiental estadual que permite a redução das áreas de proteção permanente. Segundo Flávio Ponzoni, do Inpe, coordenador técnico do atlas, as chuvas fortes que afetaram o Estado em 2008 são provavelmente a causa da diminuição. O relatório está disponível na internet.

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com

Brasil desmata por dia o equivalente à área que será alagada por Belo Monte

O total de área a ser alagada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte corresponde a menos do que é desmatado em um dia na Amazônia, afirmou nesta quinta-feira (27) o professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), Ivan de Toledo Camargo, durante debate sobre energias renováveis, no 27º Fórum Brasil Europa, promovido pela UnB em parceria com instituições internacionais.
“Belo Monte equivale a menos do que é desmatado diariamente na Amazônia. Nos últimos anos, em média, todo dia são pelo menos 500 quilômetros quadrados a menos de florestas. É uma dimensão muito próxima ao que está previsto em termos de área a ser alagada por essa hidrelétrica, que garantirá boa parte da energia a ser consumida no país”, disse o professor. Camargo integrou a Câmara de Gestão da Crise durante o racionamento de energia em 2001.
O engenheiro elétrico disse estar mais preocupado com os estragos que serão provocadas pelas pessoas que serão atraídas para a região por causa da usina.
Outro assunto abordado por ele foi o uso de energia solar proveniente de painéis pelo Brasil. “É um equívoco encher o país de painéis de energia solar. Esse tipo de energia só é indicado para as comunidades isoladas do país. Apenas discursos vazios e sem dados defendem isso”, argumentou.
“Nem a energia solar nem a eólica são a solução para o Brasil. Primeiro por serem sazonais, ficando interrompidas em períodos do ano. Precisamos investir pesado nas eólicas, mas tendo em mente a necessidade de sistemas complementares, provavelmente à base de hidrelétricas e de biomassa”, argumentou.
Ele sugere que se aproveite o bagaço de cana-de-açúcar nesses sistemas complementares. “Na Europa, a energia eólica é complementada por usinas térmicas. Temos, no Brasil, condições de usar o bagaço da cana, que atualmente tem apenas 10% de aproveitamento”, acrescentou.
“O Brasil possui 9 milhões de hectares dedicados a plantações de cana-de-açúcar. Em 2020 serão 12 milhões. Ou seja: teremos ainda muita energia que poderá ser gerada a partir da biomassa”, avalia o professor.

Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil

ONG declara ‘extinção oficial’ de espécie de ave de Madagascar

O mergulhão do Lago Alaotra (Tachybaptus rufolavatus) foi declarado oficialmente extinto nesta semana pela Birdlife International, uma ONG conservacionista. Redes de pesca de náilon e a invasão de peixes carnívoros exóticos em seu habitat foram as causas do desaparecimento da espécie.
O mergulhão do Lago Alaotra (Tachybaptus rufolavatus) foi declarado oficialmente extinto nesta semana pela Birdlife International, uma ONG conservacionista.

Fonte: G1

São Paulo ocupa 117ª posição em ranking mundial de qualidade de vida

A cidade de São Paulo ocupa a 117ª posição em um ranking de qualidade de vida divulgado nesta quarta-feira (26) pela consultoria internacional em recursos humanos Mercer.
Todos os anos, a empresa divulga a lista, que em 2010 inclui 221 cidades ao redor do mundo. O ranking leva em conta aspectos como política, sociedade, economia, saúde, saneamento, escolas, serviços públicos, transporte e moradia.
Nesta relação, para o qual os dados foram coletados entre setembro e novembro de 2009, Viena, capital da Áustria, continua no topo da lista e Bagdá, capital do Iraque, é a última colocada.
São Paulo aparece atrás das outras duas cidades brasileiras incluídas no ranking, Rio de Janeiro (116º) e Brasília (104º).
Como foram incluídas várias cidades este ano, não é possível fazer uma comparação com o posicionamento das cidades no ano passado.
Qualidade de vida – Seguindo o padrão dos anos anteriores, as cidades europeias continuam dominando o topo do ranking. Depois de Viena, Zurique e Genebra, ambas na Suíça, ocupam a segunda e a terceira posições, nesta ordem.
“Os padrões de qualidade de vida permaneceram relativamente estáveis em um nível global em 2009 e na primeira metade de 2010, mas em certas regiões e países a recessão econômica teve um impacto notável no clima dos negócios”, afirmou Parakatil.
Segundo o pesquisador, enquanto que a qualidade de vida permaneceu estável nas cidades americanas, houve um declínio nas Américas Central e do Sul “devido à instabilidade política, aos problemas econômicos e à falta de energia em certos países”.
“Altos índices de criminalidade também continuam sendo um dos maiores problemas em muitas cidades da região”, acrescentou.
O local das Américas Central e do Sul com a melhor colocação no ranking de qualidade de vida é Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, no 62º lugar, seguido de San Juan, em Porto Rico (72º), e a capital argentina, Buenos Aires (78º).
Guadalupe, no Caribe, é um território ultramarino da França – ou seja, faz parte da União Europeia. Pointe-à-Pitre é considerada a capital econômica do arquipélago.
‘Ecocidades’ – Esta é a primeira vez que a Mercer divulga também uma segunda lista, das “ecocidades”, e a performance de São Paulo neste ranking é ainda pior, ficando no 148º lugar, enquanto Rio de Janeiro e Brasília ficaram respectivamente em 112º e 109º colocados.
A cidade no topo da lista dos locais mais ecológicos é Calgary, no Canadá, enquanto que Porto Príncipe, no Haiti, ficou em último.
Várias outras cidades latino-americanas estão à frente das brasileiras nesta lista, como Montevidéu, no Uruguai (70º lugar), Buenos Aires (83º), e Assunção, no Paraguai (90º).
De acordo com um dos responsáveis pela pesquisa, Slagin Parakatil, “o status ecológico de uma cidade ou sua atitude em relação à sustentabilidade podem ter um impacto significativo na qualidade de vida de seus habitantes”.
 
Fonte: G1